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Foz do Iguaçu – Traficante carioca preso no Paraguai deixa e retirado de avião, diz PF.

PF

O traficante carioca Carlos Eduardo Sales Cardoso, o Capilé, preso durante uma operação em Assunção, no Paraguai, deixou Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, no meio da tarde deste domingo (16), com destino ao Rio de Janeiro (RJ), segundo a Polícia Federal (PF).

Capilé foi preso na manhã de sábado (15) e expulso para o Brasil à noite. Ele foi entregue às autoridades brasileiras na aduana da Ponte da Amizade, em Foz, e levado para a Delegacia da PF da cidade.

O traficante deixou a delegacia em um carro, às 14h40 deste domingo, e foi levado para o aeroporto, onde um avião da Polícia Civil do Rio de Janeiro já aguardava por ele, conforme informações da PF.

Logo em seguida o avião decolou, ainda de acordo com a polícia.

A PF não informou onde ele vai ficar preso no Rio de Janeiro.

A prisão

Preso na manhã de sábado, o traficante tinha em casa US$ 118 mil em dinheiro, jóias e uma coleção de relógios.

 

De acodo com a polícia, ele era um dos chefes do tráfico de drogas na favela de Acari, na Zona Norte da capital do Rio de Janeiro.

O sobrado no bairro Los Laureles, região de classe média alta da capital paraguaia, era monitorado por um sistema de segurança e tinha grades e cerca eletrificada.

 

No momento da prisão, Capilé estava com a mulher, dois filhos menores, o sogro e um amigo, suspeito de ser um de seus seguranças e pistoleiro contratado, todos também expulsos.

 

As investigações, iniciadas em 2016, apontam que ele vivia no Paraguai havia três anos, desde quando deixou Acari para acompanhar de perto os contratos que fazia para que que toneladas de drogas e armas chegassem à favela.

 

A operação conjunta das polícias Federal e Civil do Rio de Janeiro e da

Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai teve início na segunda-feira (10).

No Brasil, Cardoso tem mandados de prisão por crimes como tráfico de drogas e homicídio. Ele era procurado havia, pelo menos, 10 anos.

 

Investigações da polícia paraguaia indicam que ao menos seis facções criminosas brasileiras atuam no país vizinho, de onde enviam drogas, armas e munições para estados como o Rio de Janeiro e São Paulo.

Marcelo Piloto

No dia 19 de novembro, Marcelo Fernando Pinheiro da Veiga, o Marcelo Piloto, que estava preso em Assunção, também foi entregue às autoridades brasileiras após ser expulso do país vizinho a pedido do presidente Mario Abdo Benítez.

No mesmo dia, Piloto foi transferido para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná, para o cumprimento da pena de mais de 26 anos de prisão a que foi condenado por latrocínio e por roubo.

 

 

 

G1

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    Rádio Rota do Sol
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    Data
    28 de maio de 2020
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