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PMs acusados da morte de idoso em Santa Tereza do Oeste vão a júri popular

PMs acusados da morte de idoso em Santa Tereza do Oeste vão a júri popular

Postado em 28 de maio de 2020 por

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CATVE

Três policiais militares, acusados da morte de Domingos Galon, de 78 anos, em Santa Tereza do Oeste, em fevereiro do ano passado, serão mandados a júri popular pelo crime. Além deles, um homem apontado como mandante do crime também será julgado pelo Tribunal do Júri.

Conforme a sentença de pronúncia, assinada pelo juiz Marcelo Carneval, da 1ª Vara Criminal de Cascavel, e publicada na segunda-feira (17), os policiais Jean Roberto Capistrano Ferreira, Thiago Massahar Santana e Wellington Renato Soares Martins são acusados da morte do idoso.

Já Alisson Felipe Rovedder Machado é apontado como mandante do homicídio. Um quinto réu, Dari Osmar Cassol, não será mandado a júri, havendo necessidade de nova denúncia, com base em novas provas, para que isso aconteça.

Ainda de acordo com a sentença, Alisson é acusado de homicídio qualificado por motivo fútil. Capistrano deve responder por homicídio qualificado mediante emboscada. Além disso, ele também foi denunciado por forjar a cena do crime. Já Massahar e Soares, além da emboscada, são acusados também de cometerem o crime mediante recompensa.

A sentença aponta que a vítima foi morta com três disparos, que teriam partido das armas dos três policiais. Massahar e Soares, inclusive, confessaram ter atirado, afirmando também que Capistrano estava na cena do crime, sendo o primeiro a efetuar o disparo.

Na decisão, o juiz ainda determinou pela manutenção da prisão de Capistrano e Alisson. Os outros dois réus respondem em liberdade.

O CASO

O homicídio foi registrado no dia 8 de fevereiro de 2017, em uma propriedade rural no município de Santa Tereza do Oeste, após um suposto confronto. As investigações apontaram que o crime foi encomendado, sendo motivado por disputas de terra entre vítima e suposto mandante.

De acordo com a Polícia Militar, Capistrano, que à época estava lotado no Pelotão de Choque, estava de folga no dia do crime e trocou a escala sem pedir autorização. No decorrer do processo, ainda foi comprovado que a arma foi "e;plantada"e; no local do crime.

CATVE

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