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Com sistema de saúde em xeque pela Covid-19, Paraná começa semana mais crítica

Com sistema de saúde em xeque pela Covid-19, Paraná começa semana mais crítica

Postado em 23 de junho de 2020 por

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O Paraná enfrenta nesta semana o momento mais crítico desde o início da crise sanitária, em meados de março.

Foto: Américo Antonio/Sesa-PR

Com avanço rápido no número de infecções pelo novo coronavírus e o consequente aumento na quantidade de óbitos e na taxa de ocupação dos leitos de UTI do SUS e da rede privada, o Paraná enfrenta nesta semana o momento mais crítico desde o início da crise sanitária, em meados de março. Inclusive, uma pesquisa divulgada ontem pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) traz um alerta e, também, um alento.

Começando pela notícia ruim, o Doutor José Rocha Faria, do Centro de Epidemiologia e Pesquisa Clínica da PUCPR, avisa que, se mantida a taxa de crescimento da doença, sem a disponibilização de novos leitos, as UTIs do sistema público de saúde voltadas exclusivamente para o atendimento de pacientes com Covid-19 estarão saturadas em menos de duas semanas.

A boa notícia, por outro lado, é que a maior parte das pessoas que precisarão ser internadas em unidades de terapia intensiva daqui a duas semanas ainda não está infectada. “Portanto, está em nossas mãos mudar esse cenário”, ressalta Faria.

Ainda conforme o estudo da PUCPR, a situação mais crítica neste momento está localizada na região Oeste do Estado, que apresenta ocupação de 76% dos leitos de UTI do SUS destinados para pacientes suspeitos ou confirmados com a Covid-19. A cidade de Cascavel, inclusive, apresenta a maior incidência de casos desde o início da pandemia: 533 casos/100.000 habitantes. Além disso, na última semana o número de casos em todo o Estado cresceu 51%, mas em Cascavel e em Toledo o avanço foi de 68 e 83%, respectivamente.

Na região Leste do Paraná, onde está Curitiba, a situação também preocupa. Na Capital, o número de casos cresceu 43% na última semana e a taxa de ocupação dos leitos SUS de UTI estava em 79%, ontem. “Ainda que essa taxa de ocupação seja apenas 10% maior do que há uma semana, não há muito o que comemorar: o crescimento foi pequeno porque mais leitos foram disponibilizados (eram 338, agora são 385). Na realidade, o número de pacientes em UTI cresceu 25% em apenas uma semana”, explica Faria.

Fonte: Bem Paraná

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