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Unioeste: Pesquisa estima que pandemia terá pico de casos diários no fim de julho no Paraná

Num cenário hipotético, estima-se que o Brasil tenha cerca de 2,6 milhões de casos confirmados da Covid-19 até 04 de setembro

Imagem divulgação

Os professores do programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da Unioeste – Daniela Estelita Goes Trigueros e Aparecido Nivaldo Módenes –, realizaram um estudo que apresenta as tendências da disseminação da COVID-19 no Brasil, as quais foram simuladas a partir dos dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde.

Um algoritmo heurístico de otimização foi utilizado para a predição da curva pandêmica levando-se em conta o comportamento das curvas evolutivas de disseminação da doença em países os quais já mostraram o comportamento bem definido do surto da COVID-19, segundo os dados de casos confirmados disponibilizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O modelo se mostrou consistente ao reproduzir os dados epidêmicos observados na China, República da Coreia, Itália, Espanha, França, Alemanha e Estados Unidos. A partir do modelo matemático realizaram-se projeções para o Brasil, regiões e estados do território nacional, bem como para alguns municípios do estado do Paraná.

Destaca-se que as curvas evolutivas de espalhamento da COVID-19 estão relacionadas ao número de casos confirmados da doença, e as estimativas das principais características da curva: a taxa de espalhamento; o maior número diário de casos; o tempo mínimo para atingir o platô e o número total de casos dependeria do comportamento da população ao aderir suficientemente às medidas protetivas e de distanciamento temporário das atividades sociais.

Segundo os autores, o modelo é útil na compreensão de como a disseminação da doença ocorre no território, já que pode ser estimada a taxa específica máxima de espalhamento, a constante de isolamento e o coeficiente de disseminação da doença no território: “Permite obter informações essenciais para o controle da doença no território avaliado, uma vez que apresenta uma característica de curva que se assemelha, indicando o maior número de casos diários e o tempo para atingir o platô da evolução da doença”, finalizam.

Diante de observações das curvas pandêmicas de outros países, os professores verificaram a ocorrência de fases de contágio que podem estar relacionadas às diferentes políticas adotadas na tentativa de conter o espalhamento da COVID-19 no território.

Assim, assumiram que o espalhamento da COVID-19 ocorreria em duas fases de disseminação: na primeira, a principal causa do espalhamento da COVID-19 ocorreria devido ao trânsito de pessoas contaminadas oriundas de locais onde o surto encontrava-se em grau avançado; a segunda fase de propagação da doença ocorreria após o vírus estar difundido na região, e a taxa de espalhamento da COVID-19 dependeria da constante de isolamento temporário das atividades sociais para evitar o contato com a doença.

Num cenário hipotético, estima-se que o Brasil tenha cerca de 2,6 milhões de casos confirmados da COVID-19 até 04 de setembro deste ano, após 191 dias do início do surto. Alerta-se que as mudanças no cotidiano da população e as políticas públicas adotadas relacionadas ao isolamento social refletem diretamente no comportamento da curva pandêmica. Os professores afirmam que o modelo pôde refletir as consequências das ações temporárias de isolamento, impostas por cada estado brasileiro, com base nos dados observados até o dia 28 de maio de 2020.

Pelo estudo estima-se que o Paraná tenha cerca de 68 mil registros da doença até 26 de outubro de 2020, com o pico do número de casos diários entre 25 e 31 de julho.

“Ressalta-se que este cenário se confirmaria se a dinâmica da população, quanto à adoção de medidas de proteção e isolamento social, não sofrerem alterações significativas em relação ao que tem sido realizado até o momento”.

O estudo também traz projeções para alguns municípios do Paraná, considerando os casos confirmados da COVID-19 até o dia 07 de junho de 2020. Por isso, as estimativas obtidas estão relacionadas às ações de distanciamento temporário das atividades sociais e medidas protetivas já adotadas.

Os professores finalizam: “A modelagem matemática proposta pode ser uma ferramenta útil na tomada de decisões de saúde pública, visando ao controle e à redução dos casos por meio de medidas restritivas e de proteção para evitar o contato com a COVID-19”.

Fonte: Assessoria / CGN


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    Data
    24 de junho de 2020
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