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Histórico: oeste vendeu 20% da soja que nem foi plantada e faturamento se aproxima de R$ 1,5 bilhão

Nesta terça-feira (1º) inicia o mês de setembro e em condições normais de clima e do tempo, muitos produtores estariam no campo preparando a terra para semear as cultivares precoces da soja. Mas pelo que indicam os principais modelos meteorológicos, a semeadura deve ficar mais uma vez para a segunda quinzena de setembro, ou mesmo lá pelo mês de outubro, atrasando o ciclo pelo quarto ano consecutivo. Em 2017 foi a estiagem severa, em 2018 o atraso foi provocado pelo excesso de chuva e no ano passado, secura mais uma vez.

Não há previsão de chuva pelos próximos 15 dias, período em que muitos sojicultores já estariam com as máquinas a todo vapor garantindo assim as colheitas para o janeiro, com tempo hábil para cultivar a safrinha de milho, cujo zoneamento costuma se encerrar no início de fevereiro. 

O vazio sanitário da soja chega ao fim na próxima semana, dia 10 de setembro, e comumente quem planta mais cedo a oleaginosa já intensificaria o cultivo nesta semana. Importante destacar que com o vazio sanitário a soja não pode estar emergida, ou seja, não está proibida sua semeadura obedecendo o período de germinação. Ocorre que para a germinação é preciso ter umidade no solo e umidade é algo bem raro no campo nos últimos meses.

Apesar dessas condições, a região oeste deverá mais uma vez se consolidar como uma das maiores produtoras do estado com perspectiva de mais de um milhão de hectares destinados à cultura e com produção que pode se aproximar das 4 milhões de toneladas, claro, se o clima e o tempo contribuírem. A ansiedade de muitos produtores também está pautada nas excelentes cotações do cereal: acima dos R$ 110 nas vendas de balcão.

A ansiedade também diz respeito às vendas antecipadas para um mercado sedento pelo cereal. Essa não costumava ser uma das principais opções dos produtores, mas neste ano muito disso mudou.

João Carlos Tolbi vendeu pela primeira vez 20% de tudo o que pretende colher. São os chamados contratos de venda futura onde conseguiu assegurar mercado para um produto que ele sequer começou a semear. 

Assim como ele, muitos produtores endossaram as vendas futuras neste ano, numa condição histórica, aproveitando o bom momento comercial.

Segundo o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, na região oeste já foram comercializados 20% da safra de verão 2020/21. O oeste nunca alcançou essa marca de vendas no mercado futuro neste patamar. No ano passado, neste período, o percentual não passava dos 6%.

Isso significa que neste momento são quase 800 mil toneladas já comprometidas, com contratos assinados para entrega do produto somente em 2021. Da safra passada, 2019/20, ainda restam 15% destes cereais em estoque, mas não é por falta de mercado.

No Paraná, segundo levantamento da Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), já são 32% da estimativa de colheita da safra de soja neste ano comprometidas com a comercialização.

O motivo para tanta venda antecipada está no preço. Em média, os contratos vem sendo firmados a R$ 108 a saca, são mais de R$ 20 além dos pagos no ano passado.

Considerando esse valor médio, somente na região as vendas se aproximam dos R$ 1,5 bilhão. 

FONTE; Juliet Manfrin

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    1 de setembro de 2020
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