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Calor mata 50 mil frangos e causa prejuízo de R$ 3 milhões para avicultor em SP

A baixa umidade no ar e temperaturas acima de 41º C registradas nos últimos dias provocaram a morte de 50 mil aves em uma granja na cidade de Bastos, interior de São Paulo. Sérgio Kakimoto, proprietário do local, já estima uma perda milionária, na casa de R$ 3 milhões. Se o calor permanecer, o prejuízo no plantel de 800 mil aves deve chegar a 10%.

“Já sabemos que não teremos chuvas em breve e, por isso, já estamos nos preparando para perder mais aves até o fim da semana, totalizando cerca de 80 mil animais mortos”, lamenta o avicultor.

Com perdas também em outras granjas devido ao calor, o produtor avalia que os preços locais serão impactados, além de redução na produção de mais de 10 mil ovos que são entregues diariamente nos supermercados da cidade. “O preço da caixa de ovos, que atualmente eu comercializo por R$ 70, deve subir para R$ 120 e, até conseguirmos recuperar todas as perdas nos custos, o preço final não deve cair”, afirma.

Sérgio Kakimoto que também é veterinário explica que com as galinhas que comem mais ração, o problema é maior. “Porque com o calor, a ração começa a fermentar no intestino delas e o calor começa vir de dentro. É como se elas cozinhassem por dentro, o que é uma das causas da morte”.

Ações para evitar perdas 

Para amenizar os impactos, uma das alternativas é jogar água com produtos à base de eucalipto nas galinhas, mas Kakimoto alerta: “É um pouco arriscado isso, porque essa prática pode gerar um vapor em excesso e isso pode ser fatal para os animais, porque a ventilação também pode falhar e sufocar as galinhas”, comenta. 

“Agora o que nos resta é tentar controlar isso. Vamos investir em mudanças na alimentação, construir galpões com maior controle de temperatura e ventilação. O manejo também será revisto, vamos colocar menos gaiolas e agrupar menos os animais”, afirma.

Consumo e descarte 

Como o consumo da carne das aves não é permitido, a prefeitura contratou uma empresa especializada para fazer o descarte dos animais mortos. “Normalmente, usamos uma máquina que decompõe toda a carcaça com fogo, mas devido à grande quantidade a prefeitura optou por contratar uma empresa de óleo de graxaria”, disse Kakimoto.

FONTE: Canal Rural

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    Rádio Rota do Sol
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    Data
    8 de outubro de 2020
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