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Mudanças climáticas causarão 60 mil mortes em 2030, indica estudo

FOTO: CC0 Public Domain/pixabay

Mudanças climáticas causarão 60 mil mortes em 2030, indica estudo

Pesquisadores alertam que má qualidade do ar poderá provocar 260 mil mortes prematuras até o ano de 2100

Escassez de água potável, aumento das inundações e do nível do mar, alterações acentuadas nas temperaturas e aumento na poluição do ar são apenas consequências das mudanças climáticas. As mudanças climáticas podem ter causas naturais ou serem de decorrentes das atividades humanas, podendo afetar duramente a saúde da população. Todas as informações são do site MINHA VIDA, acesse! 

 De acordo com pesquisadores Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, caso as mudanças climáticas não sejam contidas, estima-se que ocorram cerca de 60 mil mortes prematuras em 2030 e 260 mil em 2100 devido à poluição atmosférica.

O estudo, publicado nesta segunda-feira (31) pela revista "Nature Climate Change", foi considerado o mais abrangente sobre como as mudanças climáticas afetarão a população por meio da poluição do ar.

"A medida em que as mudanças climáticas afetam as concentrações de poluentes no ar, isso pode ter um impacto significativo na saúde do mundo todo, aumentando o número de pessoas que morrem devido à poluição todos os anos", disse Jason West, que liderou a pesquisa na Universidade da Carolina do Norte ao lado da pesquisadora Raquel Silva.

O aumento das temperaturas irá acelerar as reações químicas que criam os poluentes do ar, como o ozônio, e afetar a saúde pública. Os locais com clima mais seco também sofrerem com uma poluição do ar intensa, devido a menor quantidade de chuva e maior ocorrência de incêndios.

Além disso, as árvores também serão afetadas com as temperaturas mais altas, emitindo um volume maior de poluentes orgânicos. As alterações climáticas também deverão atingir a saúde através de mudanças no estresse térmico, acesso a água potável e alimentos, tempestades severas e disseminação de doenças infecciosas.

Para a análise, os pesquisadores usaram um conjunto de modelos matemáticos sobre o clima para determinar o número de mortes que devem ocorrer devido aos poluentes em 2030 e 2100. Em cada amostra, a equipe avaliou as mudanças projetadas na poluição do ar ao nível do solo que poderiam ser atribuídas a futuras mudanças climáticas, além de incluir o crescimento populacional.

Os resultados indicaram que todas as regiões do mundo, com exceção da África, terão uma alta de mortes relacionadas aos resíduos do ar. Especificamente, cinco em oito modelos previram que haverá mais mortes prematuras em 2030 e sete dos nove modelos em 2100. "Nossa descoberta é o sinal mais claro de que as mudanças climáticas prejudicam a qualidade do ar e da saúde", disse West.

"Nós também contamos com a colaboração de alguns dos principais grupos de modelagem climática do mundo nos Estados Unidos, Reino Unido, França, Japão e Nova Zelândia, tornando este estudo o mais abrangente ainda sobre o assunto", revelou West.

Em 2015, a poluição do ar causou mais de 4 milhões de mortes no mundo, segundo o Instituto de Efeitos da Saúde. O ar pesado e poluído equivale a três ou quatro cigarros por dia e, mesmo que você não seja fumante, é impossível deixar de respirar e evitar que a fumaça venenosa vá para os pulmões.

 A poluição tem relação com o aumento da ocorrência de outras doenças cardiorrespiratórias, como arritmia cardíaca, aumento das crises de hipertensão, infarto do miocárdio, arteriosclerose, angina, AVC e outros males ligados à diminuição da circulação sanguínea. A incidência de câncer de pulmão também tem relação com essa má qualidade do ar.
FONTE: MINHA VIDA
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