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EUA proíbem equipe de viajar por Jerusalém devido a protestos pela mudança de embaixada

FOTO: © REUTERS/ Baz Ratner

EUA proíbem equipe de viajar por Jerusalém devido a protestos pela mudança de embaixada

Todas as informações Sputnik Brasil

Estados Unidos planejam evitar que seus funcionários governamentais viajem por Jerusalém oriental em meio à possível erupção de protestos contra a decisão do presidente Donald Trump de mudar a embaixada norte-americana para essa cidade, advertiu o Consulado Geral em uma mensagem de segurança.

"Em meio à possibilidade de manifestações a partir de 6 de dezembro em Jerusalém e na Cisjordânia, funcionários governamentais dos EUA e seus familiares não têm permissão até novo aviso de viajar pela Cidade Velha de Jerusalém e Cisjordânia, incluindo Belém e Jericó", diz-se na advertência.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursará em 6 de dezembro sobre a mudança ou não da sede da embaixada norte-americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, declarou em 5 de dezembro a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

"Surgiram muitas perguntas em relação à decisão do presidente sobre Jerusalém", disse Sanders, adicionando que Trump anunciará em breve a decisão quanto ao assunto.

"O presidente está muito seguro em seu raciocínio", declarou Sanders.

Na terça-feira (5), Donald Trump falou por telefone com líderes de países do Oriente Médio – Israel, Palestina, Jordânia, Egito e Arábia Saudita – sobre a possibilidade de transferência da embaixada.

A Palestina, tal como outros países da região, já avisou que o reconhecimento de Jerusalém exacerbará o conflito árabe-israelense e desestabilizará a situação no Oriente Médio.

Em 1995, o Senado dos EUA aprovou a resolução sobre a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém até 31 de maio de 1999. Mas, como o tema é sensível para países árabes, todos os presidentes norte-americanos desde a aprovação da resolução vêm adiando sua execução.

Israel considera Jerusalém como capital "única e indivisível" com suas zonas orientais e o centro histórico que foram reconquistados meio século atrás da Jordânia. A anexação não é reconhecida pela comunidade internacional.

FONTE: SPUTNIK BRASIL
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