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Dívida do Município passa de R$ 60 milhões, diz prefeita de Foz do Iguaçu.

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Dívida do Município passa de R$ 60 milhões, diz prefeita de Foz do Iguaçu.

Maior parte é referente a gastos com a Saúde; pagamentos estão suspensos. Levantamento das contas foi pedido após a prisão do prefeito Reni Pereira.

A prefeitura em exercício de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Ivone Barofaldi (PSDB), declarou na manhã desta quarta-feira (3) que a dívida do Município passa de R$ 60 milhões. A maioria, perto de R$ 40 milhões, é referente a gastos com a Saúde. Sem recursos, anunciou que parte dos pagamentos será suspensa até ao menos novembro.

O levantamento, ainda parcial, foi pedido por Ivone no dia seguinte ao que assumiu a administração municipal com a prisão do então prefeito Reni Pereira (PSB) – investigado pela Polícia Federal por chefiar um esquema de corrupção e desvio de verbas por meio de fraudes em licitações e contratos com a prefeitura.

Para saber exatamente o tamanho do rombo, será aberta uma auditoria em parceria com o governo do estado. Entre outros, serão analisados todos os contratos da área da Saúde e de Obras que, ainda conforme a prefeita, apresentam algum tipo de problema.

Desde que assumiu a administração, no dia 14 de julho, a prefeita exonerou 68 servidores que ocupavam cargo em comissão. Com a medida, observou, será possível economizar cerca de R$ 430 mil por mês.

Emergência
A maior parte da dívida na Saúde é com o Hospital Costa Cavalcanti, mais de R$ 30 milhões. Em função de um acordo, o pagamento será parcelado. Já em relação ao Hospital Municipal Padre Germano Lauck, Ivone informou que o governo do estado depositou R$ 1,5 milhão para ajudar nas despesas de custeio. Outros dois repasses, cujos valores ainda não foram definidos, devem ser feitos até o fim do ano. Verbas federais também poderão ser recebidas de forma emergencial.

Nos postos de saúde, haverá mudanças no horário de atendimento: sete deles atenderão até as 12h, cinco até as 19h e os 17 restantes até as 17h. E, sobre os salários dos médicos, que estão atrasados, garantiu que em breve serão feitos os pagamentos.

“Hoje encontramos uma secretaria num estado muito caótico na questão de alguns contratos celebrados”, comentou a secretária Alice Maria Macedo, ao alertar sobre a possibilidade de que o Município decrete situação de emergência na Saúde.

Obras
Uma operação tapa-buracos deve ser realizada com a abertura de licitação para a contratação emergencial de uma empresa. O valor será de R$ 700 mil para a recuperação de algumas ruas que fazem parte do corredor turístico, como a Avenida Paraná. As obras para a pavimentação e melhoria de algumas ruas foram suspensas com a deflagração da Operação Pecúlio, da Polícia Federal.

A liberação dos recursos está sendo tratada com a Caixa por meio de um acordo financeiro.

FONTE: G1 Paraná
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