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Agente prisional e outras nove pessoas são alvos de operação contra esquema de propina em cadeias do Paraná, diz Gaeco


Um agente prisional, cinco detentos e quatro mulheres foram alvos de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, no norte do Paraná.

Segundo o grupo, a investigação apura um esquema de propina para a entrada de drogas e celulares na Casa de Custódia e na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL).

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Dez mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão foram cumpridos, nesta quarta-feira (16), em Londrina, Apucarana, Arapongas, Faxinal e Jacarezinho, ambas no norte do estado.

Dentre os mandados de prisão, seis deles foram contra pessoas que estavam presas na Casa de Custódia e na PEL.

Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) — Foto: RPC/Reprodução

Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) — Foto: RPC/Reprodução

O principal investigado é um agente penitenciário, que era temporário. Segundo as investigações, ele usou o tempo de trabalho para facilitar a entrada de ilícitos nas penitenciarias.

“Tudo indica que ele apresentou vários crimes, a questão da corrupção, tráfico de drogas, que a gente conseguiu registrar que em pelo menos duas oportunidades ele recebeu de um desses familiares entregas de maconha, para isso ele recebia R$ 1 mil a cada 100 gramas de maconha, recebia de propina para facilitar essa entrada e, posteriormente, essa droga era revendida lá dentro”, disse o delegado do Gaeco Ricardo Jorge Pereira.

Os presos terão penas aumentadas após a conclusão da investigação, que apura crimes de associação para o tráfico, corrupção ativa e passiva, segundo o grupo.

De acordo com o Gaeco, o esquema teve a participação de esposas e irmãs de cinco detentos, que também foram alvos da operação.

Três mulheres foram presas nas cidades de Arapongas, Jacarezinho e Apucarana. Uma delas mora em Faxinal, mas não foi encontrada.

“As mulheres, como estão fora, identificamos que uma era a que recebia a droga para o grupo para passar para o agente, as outras utilizavam suas contas para receber do comércio e pagar o agente prisional, que também utilizava da conta de outra pessoa”, disse o delegado.

A Operação Infiltrado é o desdobramento de um trabalho que começou em dezembro de 2021, quando agentes do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen-PR) encontraram uma arma irregular com o mesmo agente penitenciário investigado.

Na época, a polícia esteve na casa dele onde encontrou notas falsas, um celular e porcões de maconha parecidas com as encontradas dentro da cadeia.



Fonte: G1


16/02/2022 – Rota do Sol FM

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