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Alunos escrevem cartas para crianças ucranianas refugiadas no Paraná devido à guerra


O projeto foi desenvolvido pela professora de história de uma escola particular da cidade, Fátima Maria Marques de Souza. Ela que está prestes a se aposentar conta que pensou na iniciativa como algo ao alcance dela que pudesse reconfortar as crianças ucranianas.

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“Quando eu comecei a imaginar tudo que eles deixaram para trás, a tristeza, tudo que eles passaram para chegar até o nosso país, eu falei, eu preciso fazer alguma coisa que está ao meu alcance. Eu tenho os alunos juntos comigo e eu conversei com eles e então fizemos esse projeto com cartas para as crianças ucranianas. […] É um recomeço e elas podem ter todos os seus sonhos realizados nessa nova pátria que recebe eles de braços abertos,” diz a professora.

Ao todo foram escritas 70 cartas em inglês por crianças e adolescentes da instituição. Veja mais abaixo.

O próximo passo do projeto, segundo o diretor da escola, Flávio Afonso Montes, é fazer com que elas cheguem às mãos das crianças ucranianas que estão refugiadas no Paraná.

“Nossa vontade é ir, conhecer elas, as famílias. Poder levar alguns alunos para que eles vivenciem, vai ser uma experiência muito bacana. O aluno está acostumado com aquela rotina de aulas diárias, excelentes aulas, mas projetos como esse com certeza eles vão levar para a vida toda,” pontua o diretor.

Alunos escrevem cartas para crianças refugiadas da guerra da Ucrânia que chegaram ao Paraná — Foto: Reprodução RPC

Alunos escrevem cartas para crianças refugiadas da guerra da Ucrânia que chegaram ao Paraná — Foto: Reprodução RPC

Os alunos, em entrevista à RPC, relataram os sentimentos que eles desejam que as crianças ucranianas sintam ao ler as cartas escritas por eles.

Para a aluna, Isabele Ribeiro Moreira, de 11 anos o objetivo da carta dela é transmitir alegria e esperança de que todo o conflito irá passar em breve.

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“Eu queria que ela sentisse alegria, queria que elas parassem de se preocupar porque isso logo vai passar, sei que vai voltar tudo ao normal, que elas tipo, ficassem alegres e focassem só no que elas estão pretendendo para o futuro delas,” comenta Isabele.
Alunos escrevem cartas para crianças ucranianas refugiadas no Paraná  — Foto: Reprodução RPC

Alunos escrevem cartas para crianças ucranianas refugiadas no Paraná — Foto: Reprodução RPC

O estudante, Miguel de Oliveira Menezes, de 11 anos, afirmou que sente muito pela situação que as crianças estão passando. Ele diz ainda que o Brasil agora é o país deles também.

“Dói porque pode não ser com nós, mas a gente sente a dor dos outros. […] Eu queria compartilhar um pouco da alegria, com essas crianças que sofreram muito. Mas eu queria dizer pra eles que agora, que meu país agora é o país deles”, relata Miguel

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A mãe de Miguel, Andrea de Oliveira Menezes diz ter ficado surpresa com o inglês do filho, mas que o foi pela maturidade do aprendizado.

“Esse interesse, essa busca, por escrever, por pensar no próximo, por desenvolver a empatia, esse carinho com o próximo, essas crianças que estão sofrendo tanto, e ver meu filho ter essa iniciativa de querer ajudar crianças que pra ele as vezes estão tão distantes, eu acho que a professora conseguiu aproximar isso tudo dessas crianças,” relata Andrea.

Comunidade ucraniana no Paraná

A cidade de Prudentópolis, nos Campos Gerais do Paraná, reúne a maior comunidade ucraniana do Brasil.

Dados da prefeitura indicam que entre os 52.776 moradores de Prudentópolis, cerca de 75% têm descendência ucraniana, sendo que muitos ainda têm parentes no país do Leste Europeu.

A Rússia iniciou, na madrugada do dia 23 de fevereiro, uma ampla operação militar para invadir a Ucrânia. Foram registradas na data, diversas imagens de explosões e movimentações de tanques em diferentes cidades ucranianas.

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Diversas negociações têm sido feitas, mas o conflito ainda não cessou. Cerca de 1000 pessoas morreram na Guerra da Ucrânia até este sábado (9).



Fonte: G1


09/04/2022 – Rota do Sol FM

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