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Atracadouro de ferry-boat na Baía de Guaratuba afunda, e concessionária é autuada por falta de esclarecimentos


Um dos quatro atracadouros que fazem parte do ferry-boat da baía de Guaratuba, no litoral do Paraná, afundou na noite de segunda-feira (31). O equipamento não estava em operação no momento do acidente, que aconteceu no lado de Guaratuba, de acordo com a concessionária do serviço.

Atracadouros são as estruturas que funcionam como ponto de desembarque e embarque.

Por meio de nota, a concessionária BR Travessias reforçou que o flutuante estava inoperante pois o ponto passava por inspeção. Disse, também, que “já havia trabalhado na referida ponte no ano passado, ocasião em que realizou sérias intervenções”.

Um dos atracadouros da travessia entre Matinhos e Guaratuba afundou — Foto: Vanessa Rumor/RPC

Um dos atracadouros da travessia entre Matinhos e Guaratuba afundou — Foto: Vanessa Rumor/RPC

A empresa ainda afirmou que “todas as estruturas estão sendo inspecionadas e passarão por um processo de reconstrução que implicará  em interdição de ponte e flutuante”. 

Segundo pessoas que passaram pelo local, depois do acidente, a espera para utilização do ferry-boat chegou a ser de uma hora e 30 minutos, na segunda.

Veja, mais abaixo, como está a situação para quem precisa do ferry-boat.

Em 11 de janeiro, devido a problemas constantes que estão sendo registrados no ferry-boat, Guaratuba decretou calamidade pública e pediu ao governo do estado a quebra de contrato com concessionária BR Travessias.

Nesta terça (1º), o Departamento de Estrada e Rodagem do Paraná (DER) em conjunto com a Prefeitura de Guaratuba informou que vão ajuizar uma ação para que a concessionária realize as intervenções necessárias nas estruturas que dão suporte à operação em até 24 horas.

Conforme manifestação, a decisão foi tomada uma vez que “as tratativas administrativas referente às intervenções nas respectivas estruturas foram esgotadas e não tiveram êxito”.

Das quatro estruturas da concessionária, dois foram interditados — Foto: Vanessa Rumor/RPC

Das quatro estruturas da concessionária, dois foram interditados — Foto: Vanessa Rumor/RPC

Além dos problemas operacionais, a BR Travessias também recebeu na segunda-feira uma autuação da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) por falta de esclarecimento de informações técnicas requisitadas sobre o serviço.

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A situação foi em decorrência de uma investigação iniciada pelo órgão ainda em outubro do ano passado depois de problemas registrados na travessia.

Apenas dois dos quatro atracadouros do ferry boat de Guaratuba estão funcionando

Apenas dois dos quatro atracadouros do ferry boat de Guaratuba estão funcionando

Segundo a BR Travessias, quatro atracadouros compõem a travessia entre Guaratuba e Matinhos, sendo dois localizados em cada município.

Diante dos problemas identificados, dois estão interditados – um sendo o que afundou – e apenas metade funciona para os usuários do serviço.

Do lado de Caiobá, uma das estruturas foi interditada na noite de segunda para obras de reconstrução. Os serviços serão feitos nas vigas, partes de madeira e toda a base do atracadouro que apresentava condições precárias.

  • Com nova operadora, tarifa do ferry-boat aumenta para R$ 8,90
  • Após troca de operadora, usuários reclamam de filas

As obras são todas previstas em contrato, em vigor desde abril do ano passado, mas começam a ser executadas durante a temporada de verão.

A outra estrutura do município também passa por obras de reforço, mas sem mudanças na operação.

A mudança na empresa responsável pelo ferry-boat foi divulgada no começo de abril. Junto disso também veio o aumento da tarifa, que ficou 20% mais cara.

Menos de duas semanas após a mudança da empresa, os usuários da travessia começaram a reclamar de transtornos e filas quilométricas diárias. Segundo usuários do transporte, o tempo para conseguir embarcar chegava a mais de duas horas e meia.

Após os relatos, a Agepar solicitou informações ao DER-PR. Desde então, a situação vem sendo acompanhada e, pelas informações dos usuários, não havia mudado.

Usuários ainda reclamaram da falta de sinalização, informação e organização no atendimento.

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Fonte: G1


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