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Aulas da rede municipal começam com uma hora de atraso em Francisco Beltrão após paralisação de professores | Oeste e Sudoeste


As aulas começam com uma hora de atraso em Francisco Beltrão, no oeste do Paraná, após paralisação de professores da rede municipal de ensino nesta terça-feira (5). Cerca de 10 mil alunos foram afetados.

Os profissionais exigem pagamento de reajustes, que segundo eles, constam no Plano de Cargos e Salários. A lei municipal que prevê aumentos, de 20% a 50% para professores que concluem cursos de graduação, pós-graduação e mestrado, não está sendo cumprida, segundo eles.

A representante do Sindicato dos Trabalhadores na Educação, Ionora Lirani Maieski afirma que está havendo um achatamento na tabela de pagamentos, já que profissionais com magistério têm recebido salário próximo aos que tem pós-graduação e mestrado.

“Para um professor que está trabalhando 20 horas ele está perdendo mais ou menos R$ 600 por mês. Um professor que trabalha 40 horas semanais está perdendo cerca de R$ 1,2 mil. Um professor que está no magistério e por exemplo um professor que já tem pós e está (trabalhando) há uns 10, 15 anos, praticamente está o mesmo valor. […] Diferença bem gritante. […] Acontece o achatamento da tabela,” explica ela.
Aulas da rede municipal começam com uma hora de atraso em Francisco Beltrão após paralisação de professores  — Foto: Reprodução RPC

Aulas da rede municipal começam com uma hora de atraso em Francisco Beltrão após paralisação de professores — Foto: Reprodução RPC

Em nota a prefeitura de Francisco Beltrão informou que está pagando o piso nacional, reajustado pelo Governo Federal em 33,23% esse ano, no valor de R$ 3.845,63 para 40 horas aos professores.

A administração municipal disse ainda que devido à situação econômica, em que todos estão com poder de compra diminuído pela inflação, não há como privilegiar nenhuma categoria de servidores.

Também informou na nota que as escolas e Cmeis devem receber os alunos no horário normal e que vai descontar as horas não trabalhadas dos professores e que profissionais com contrato temporário podem ter os contratos interrompidos.

Os pais tiveram que se organizar para trazer os filhos no novo horário. O pedreiro Edson Borges conta que chegou mais tarde no trabalho.

“A gente não estava acostumado, sempre trouxemos no horário certo. Para nós dá um transtorno, mas agente dá um jeito, só que atrasa no nosso serviço,” afirmou ele.

Mesmo bagunçando a rotina, alguns pais apoiaram os professores. Para o eletricista Alan Teixeira da Silva os profissionais estão no direito deles de se manifestar.

“Estão no direito deles, então reivindicando. Pra mim não prejudicou muito, mas tem pais que tenho certeza que sofreram bastante,” disse o eletricista.

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Fonte: G1


05/07/2022 – Rota do Sol FM

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