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Comando da PM garante que havia plano de contingência contra ação criminosa em Guarapuava; policiais rebatem versão


O comando-geral da Polícia Militar do Paraná garantiu nesta quarta-feira (20), em entrevista à RPC, que havia, sim, um plano de contingência para o ataque de criminosos a Guarapuava e que a corporação estava prepara para uma situação como essa. Também nesta quarta, mais um policial relatou que não havia planejamento.

Um policial militar que veio de uma cidade da região de Guarapuava ajudar no combate aos criminosos contou, na condição de anonimato, que ficou sabendo do ataque por grupos de mensagem no celular.

“O chamado houve, né, a questão assim dos próprios companheiros né? Não teve um chamado de um oficial, não teve um chamado de um comandante, uma coisa assim. O chamado houve da parceria, da questão de irmão de farda, dos próprios companheiros”, relatou em entrevista à RPC.

O militar disse também que nunca teve conhecimento de um plano de contingência.

“Não, não teve plano nenhum de contingência. O que houve foi apenas as conversas entre nós mesmos, não tinha um plano. O significado do ditado ‘barata tonta’ foi a forma que a gente ficou, baratas tontas. Não sabia pra onde correr. O único objetivo nosso era tentar evitar o pior”, relata o policial.

Nesta quarta, o comandante-geral da PM, coronel Hudson Teixeira, reiterou que existia, sim, um plano de contingência e mostrou para a nossa equipe vários cadernos e papéis com esquemas de defesa da polícia militar. Segundo ele, são protocolos com as ações que devem ser tomadas em situações graves.

“Plano de contingência é assim: você tem um policiamento normal, como no domingo, nós tínhamos um efetivo normal, o efetivo suficiente para atender a cidade de Guarapuava. É com aquele efetivo, normal eu dar uma primeira resposta a uma situação de crise. Então, isso, ele define para cada equipe vai e define para quem ele liga, quem ele chama de apoio…

O comandante explicou que cada região tem um plano de contingência específico, com mapas e direções. Em Guarapuava, o plano do batalhão tem 10 páginas. O coronel também afirmou que o serviço de inteligencia já tinha alertado que este plano poderia ser colocado em prática em breve no Paraná.

“Nós tínhamos certeza que ia acontecer. Não sabíamos nem quando e nem onde. Desde quando aconteceu aquela situação em Araçatuba (SP) e Criciúma (SC), as equipes de inteligências desses estados têm se comunicado muito e a gente tinha interceptado algumas situação desses indivíduos, né? E no dia 17 de março eu fiz uma reunião com todos os comandantes das regiões para que eles colocassem o plano de contingência de cada batalhão, de acordo com o que prevê o nosso procedimento operacional padrão, né que fala do novo cangaço. Então, aqui cada policial sabe o que faz, e no plano de contingência ele sabe para aonde vai, aonde ele vai colocado e quem vai ser acionado em apoio”, explica o comandante.

Com o plano, de acordo com o comandante, existe o procedimento operacional padrão para diferentes tipos de emergência. Este é para o chamado “novo cangaço”, como as autoridades de segurança estão chamando a ação de grupos como os que atacaram Guarapuava.

O comandante explica que há também planos para atiradores, explosão de bombas, manifestações e tumultos. Nenhum deles pode ser divulgado.

Nesta terça-feira (19), a Associação dos Praças da Polícia Militar do Paraná (Apra) questionou a existência de um plano de contingência e afirmou que todas as ações realizadas no primeiro momento foram fruto da organização espontânea dos policiais, não de planejamento prévio. Veja no vídeo abaixo.

Policiais militares dizem que não havia plano de contingência em Guarapuava

Policiais militares dizem que não havia plano de contingência em Guarapuava

Na noite dos ataques, o batalhão estava operando em regime de escala de páscoa. Quando os bandidos chegaram, havia 5 viaturas na ruas da cidade, com 9 policiais.

Policiais que participaram da ação contaram que eles mesmos chamaram reforços para ajudar a enfrentar os bandidos e que policiais de folga e da reserva também foram ajudar.

De acordo com o comando, o plano não é compartilhado com todos os policiais e é um documento sigiloso, a que só alguns oficiais tem acesso.

“Eu não tenho certeza se naquele momento os policiais de folga tiveram acesso a isso, mas eles foram organizando à medida que os oficiais foram chegando. Eu estive lá também, participei do cerco e da execução desse plano. Então, eu não sei se eles sabiam no primeiro momento”, afirma o comandante da PM.

Ele também acredita que o número de policiais maior do que os criminosos tinham previsto e a dificuldade para arrombar o cofre da empresa fizeram com o que a quadrilha fugisse sem levar nada.

O governador Ratinho Junior (PSD) elogiou o trabalho dos policiais em Guarapuava e afirmou que o estado está preparado para este tipo de situação. O comando da PM afirmou que deve haver uma reunião na semana que vem para avaliar se ações foram colocadas em prática, de forma correta, e se funcionaram.

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Fonte: G1


20/04/2022 – Rota do Sol FM

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