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Companhia Os Satyros celebra retorno ao Festival de Curitiba


Prestes a completar 30 anos, a companhia Os Satyros tinha, além de programações no Brasil, uma turnê agendada pela Europa. Mas, a pandemia pegou todos de surpresa, paralisou os trabalhos e os contratos foram desfeitos.

“Mas nós nos recusamos a parar. E fomos a primeira companhia do país a utilizar ferramentas digitais para entrar em cartaz”, conta o ator e dramaturgo Ivam Cabral. Para ele, era fundamental manter emprego e renda das dezenas de pessoas que trabalham na companhia. O resultado foi quase imediato. Só em 2020 foram mais de 100 apresentações da peça “Todos os Sonhos do Mundo”.

Em 20 meses sem pisar no palco físico, a produção digital rendeu 17 espetáculos, o festival multiartístico Satyrianas e o festival de cinema Satyricine Bijou, tudo online.

“Nós fizemos teatro na internet. Nada era gravado e editado, sempre ao vivo, inclusive os improvisos. Acho que é tempo de conversar sobre teatro digital”, completa Ivam, que se surpreendeu com a recepção das pessoas.

Além de verba para a realização das peças, algumas sessões foram assistidas por mais de 700 pessoas. “Estes projetos nos salvaram. Porque se a gente parasse, seria terrível. Com o trabalho foi possível sobreviver”, se emociona o ator Eduardo Chagas.

Agora, com 32 anos recém completados, a companhia volta também aos palcos do Festival de Curitiba, mantendo a tradição de participar da programação.

“Sempre se espera muito pela realização do Festival. A suspensão da edição de 2020 [em razão da pandemia], foi muito triste. Era como se a partir daquele momento tivéssemos perdido um jogo. A retomada presencial do Festival de Curitiba é motivo de muita alegria”, afirma Cabral, que chega a Curitba com toda a equipe para os espetáculos Pessoas Brutas e Aurora.

  • Confira a programação completa do festival

“Pessoas Brutas” discute a viabilidade da ética num Brasil moralmente arrasado. A peça é contada a partir do sequestro da filha de um doleiro denunciado no ‘esquema da rachadinha’.

Os destinos de vários personagens anônimos de São Paulo se cruzam em uma teia de relações violentas em que buscam desesperadamente figuras heroicas para dar sentido às suas vidas desesperançadas.

Destaque para o figurino da peça, inspirada nos mangás japoneses com uso abundante de cinza.

“Pessoas Brutas” discute a viabilidade da ética num Brasil moralmente arrasado — Foto: Diego Ribeiro

“Pessoas Brutas” discute a viabilidade da ética num Brasil moralmente arrasado — Foto: Diego Ribeiro

A história se passa em um pequeno prédio de quatro andares, na Rua Aurora, com oito apartamentos, quase todos ocupados, com exceção de um deles, fechado há muito tempo e sobre o qual ronda uma aura de mistério.

No térreo, onde no passado funcionou um famoso ateliê de roupas elegantes, hoje funciona um bar gay decadente, mas muito frequentado.

É nesse cenário que se cruzam as histórias de Mãe (Gustavo Ferreira), Acácio (Henrique Mello), Saltério (Ivam Cabral), Bola (Julia Bobrow), Diega (Marcia Dailyn), Justyna (Nicole Puzzi) e Ordálio (Eduardo Chagas). Eles retratam personagens desajustados, cada um com uma singularidade, mostrada em um enredo que tem drogas, assassinato e roubos.

Personagens desajustados, cada um com uma singularidade, mostrada em um enredo que tem drogas, assassinato e roubos — Foto: Andre Stefano

Personagens desajustados, cada um com uma singularidade, mostrada em um enredo que tem drogas, assassinato e roubos — Foto: Andre Stefano

  • O que: Pessoas Brutas
  • Quando: 05 e 06 de abril às 21h
  • O que: “Aurora”
  • Quando: 07 e 08 de abril às 21h
  • Onde: Teatro Zé Maria (R. Treze de Maio, 655 – São Francisco, Curitiba – PR,)
  • Valores: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40 (meia-entrada) + taxa
  • Ingressos: www.festivaldecuritiba.com.br e na bilheteria física exclusiva do Shopping Mueller (piso L2), de segunda-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos e feriados, das 14h às 20h.

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Fonte: G1


06/04/2022 – Rota do Sol FM

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