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Comunidade ucraniana de Curitiba faz missa para pedir por paz na Ucrânia: 'sensação é de medo', diz descendente


A comunidade ucraniana que mora em Curitiba fez uma missa, neste domingo (6), na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, onde os fiéis pediram por paz na região da Ucrânia.

O encontro ocorreu enquanto as tensões geopolíticas entre a Rússia e a Ucrânia colocam alertas em todo o mundo, face à possibilidade cada vez mais real de uma guerra entre esses dois países.

Segundo a comunidade, existem cerca de 600 mil descendentes da Ucrânia no Brasil. Desse total, a estimativa é de que 80% deles vivem no Paraná.

As maiores colônias estão em Curitiba, Prudentópolis, na região central do Paraná, e Mallet, no sul do estado.

“Eu estou vendo com muita aflição, porque sou descendente, tenho parentes lá e amigos, então a sensação é de medo, de aflição, porque nós já sabemos a história que a Ucrânia passou antigamente, com nossos antepassados que precisaram abandonar a terra para buscar uma situação melhor”, disse a aposentada Elisabete Maria Beltrane.
Representantes da comunidade pedem que Bolsonaro também visita a Ucrânia — Foto: Wilson Kirsche/RPC

Representantes da comunidade pedem que Bolsonaro também visita a Ucrânia — Foto: Wilson Kirsche/RPC

De acordo com os fiéis, eles estão receosos com o risco de confronto da Ucrânia com a Rússia, por isso, se mobilizaram com orações.

Ao fim do encontro, os participantes seguraram cartazes com frases em inglês, pedindo “parem Putin, parem a guerra”, e em ucraniano, dizendo “estamos com a Ucrânia.”

Segundo o presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira (RCUB), Vitório Sorotiuk, a expectativa da comunidade é que o governo federal também viaje até a Ucrânia.

“Nós esperamos que o presidente Bolsonaro atenda o ofício que protocolamos e que ele visite o presidente da Ucrânia, que já fez convite para ele. Queremos que ele visite a Rússia, mas visite a Ucrânia também. Se ele for estar com o Putin, que ele diga que existem 600 mil brasileiros aqui que já foram tocados pelo cerco que ele [Putin] está fazendo à Ucrânia. Que diga que muitos parentes de familiares do Brasil já morreram no conflito do Donbass que ele [Putin] apoia e instiga.”

Velas artesanais foram acessas em pedido de paz à Ucrânia — Foto: Wilson Kirsche/RPC

Velas artesanais foram acessas em pedido de paz à Ucrânia — Foto: Wilson Kirsche/RPC

Durante a missa, fiéis utilizaram roupas típicas e símbolos da cultura ucraniana. Houve ainda benção sobre as velas.

Os fiéis também cantaram um hino durante a missa que dizia: “Ó Deus, proteja a Ucrânia (…) dê-lhe liberdade, dê-lhe destino.”

“A comunidade inteira está muito apreensiva. Nós estamos em uma tensão muito grande, porque muita gente tem familiares. Mais que isso, nós temos uma ligação com a cultura e genética com a Ucrânia, nós somos descendentes”, disse Sorotiuk.

Moradores de Curitiba pedem por paz na Ucrânia — Foto: Wilson Kirsche/RPC

Moradores de Curitiba pedem por paz na Ucrânia — Foto: Wilson Kirsche/RPC

Por que a Rússia pode invadir a Ucrânia? Entenda em 3 pontos

Por que a Rússia pode invadir a Ucrânia? Entenda em 3 pontos

O que está acontecendo agora na Ucrânia?

Para os Estados Unidos e países europeus, os exercícios militares da Russia na fronteira com a Ucrânia indicam que pode acontecer uma nova tentativa de invasão ao país vizinho.

Em 2014, a Rússia anexou ao seu território uma parte da Ucrânia conhecida como Crimeia, que é um local onde vivem muitas pessoas de origem russa.

O porta-voz do governo da Rússia nega uma tentativa de invasão e diz que tudo não passa de histeria do Ocidente.

Os russos querem que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pare de ampliar sua área de influência e se afaste de países do leste europeu, como Belarus e a Ucrânia.

O governo de Vladimir Putin alega que se a Ucrânia se integrar à Otan poderia servir de base para o lançamento de mísseis direcionados à Russia.

Em janeiro, Putin chegou a exigir a retirada das tropas da Otan da Romênia e da Bulgária, países que hoje integram essa aliança militar, mas que já foram aliados da antiga União Soviética.

Mesmo sem fazer parte da Otan ou da União Européia, a Ucrânia tem recebido apoio do bloco, inclusive, militar e financeiro.

Em meio à escalada de tensão com a Rússia e a Ucrânia, países ocidentais começaram a retirar as famílias dos funcionários de suas embaixadas de Kiev, a capital da Ucrânia.

A embaixada americana afirmou que uma ação militar da Rússia pode acontecer a qualquer momento, mesmo se a Ucrânia for invadida, uma guerra envolvendo outros países é vista como improvável.



Fonte: G1


06/02/2022 – Rota do Sol FM

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