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Comunidade ucraniana faz vigília para rezar pelo fim da guerra, no Paraná


Membros da comunidade ucraniana no Paraná fizeram uma vigília para rezar pelo fim da guerra, em Curitiba, na noite de terça-feira (1º). A celebração foi feita no Santuário Perpétuo Socorro e emocionou fiéis.

Desde o dia 24 de fevereiro, tropas russas avançam pela Ucrânia. Dezenas de soldados e civis morreram no confronto. A invasão é condenada por grande parte da comunidade internacional. Entenda os motivos da guerra mais abaixo.

“O mundo todo está atônito com a agressão, o nível e a força bélica dos russos atacando os ucranianos. E, por outro lado, o mundo está surpreso com a resistência dos ucranianos”, disse Vitório Sorotiuk, presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira.

Os participantes da vigília foram com roupas bordadas e bandeiras típicas da cultura ucraniana. Eles também cantaram hinos que lembram as origens do país do leste europeu.

Muitos descendentes que foram à vigília também rezaram pelos parentes que moram na Ucrânia. Entre eles, o empresário Sérgio Maciura, que ainda consegue manter contato com os familiares.

“Eu falo com os parentes todos os dias. Nossa família está do lado ocidental da Ucrânia. Todos estão muito abalados. Na realidade, o mundo está consternado”, afirmou.
Fiéis levaram cartazes para pedir o fim da guerra — Foto: RPC Curitiba

Fiéis levaram cartazes para pedir o fim da guerra — Foto: RPC Curitiba

Andrew Traumann, professor de Relações Internacionais, doutor em História e membro do Grupo de Estudos e Pesquisas do Oriente Médio (Gepom), explica que as tensões no leste europeu começaram ainda na década de 1990.

Para o professor, o estopim para a invasão foi a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que é uma aliança militar entre Estados Unidos e vários países da Europa, e a possibilidade da entrada da Ucrânia no grupo.

“Esse processo se acelerou muito a partir do 11 de setembro, durante o governo do presidente norte-americano George W. Bush, que estimulou essa expansão. A gente percebe como que a Rússia ficou geopoliticamente cercada. A questão da Ucrânia foi como se fosse uma linha vermelha”, explicou.
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Traumann disse ainda que, na visão russa, Putin resolveu agir preventivamente, pois entende como inadmissível a entrada da Ucrânia na Otan, já que a Rússia passaria a estar cercada militarmente.

O professor também descarta a possibilidade de uma Terceira Guerra Mundial, por causa do conflito. Para ele, os países da Otan não devem entrar em combate armado contra a Rússia.

“A Otan e os Estados Unidos não vão se arriscar em uma guerra por causa da Ucrânia. O uso de armas nucleares é um grande fator de dissuasão, porque ninguém quer pagar para ver”, disse.



Fonte: G1


02/03/2022 – Rota do Sol FM

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