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Concessionária emite alerta sobre riscos de soltar balões próximos ao Aeroporto Internacional Afonso Pena | Paraná


A CCR Aeroportos emitiu um alerta para que a população evite balões próximos ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Nesta semana um balão foi recolhido depois de cair perto de uma das pistas de taxiamento do aeroporto. Há um mês, outro artefato caiu a pouco mais de 100 metros de uma cabeceira de pista.

Há um mês, um balão caiu a pouco mais de 100 metros de uma cabeceira de pista no Aeroporto Internacional Afonso Pena — Foto: Reprodução/RPC

Há um mês, um balão caiu a pouco mais de 100 metros de uma cabeceira de pista no Aeroporto Internacional Afonso Pena — Foto: Reprodução/RPC

Quando ocorrem situações como essas, as operações dos aviões de pouso de decolagem são suspensas até que o perigo seja afastado.

“A partir do momento que uma aeronave sai da pista de pouso, ele entra no sistema de pista de táxi e ele trafega até chegar no pátio do estacionamento onde a aeronave faz a sua parada e ocorre todo o processo de embarque e desembarque de passageiros. Então, caso um balão caia numa pista de táxi e tenha uma aeronave passando pode ter um risco de colisão, o balão pode ser sugado por uma turbina”, explica Luís Spanner, gerente de segurança operacional da CCR Aeroportos.

Operados pela iniciativa privada desde o começo do ano, os aeroportos Afonso Pena e do Bacacheri registraram 20 ocorrências de risco com balões em 2022 – sendo 14 situações no Afonso Pena e seis no Bacacheri.

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Foram mais de 200 registros no período de cinco anos, entre 2017 e 2021. Conforme o gerente da concessionária dos dois aeroportos, o Paraná é um dos estados onde mais ocorrem passagens de balões perto de áreas de aviação.

“De acordo com o Cenipa, que é o órgão oficial de investigação e prevenção de acidentes aéreos, os principais estados a nível de Brasil com ocorrências de risco baloeiro são Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Os aeroportos Afonso Pena e do Bacacheri representam média de 80% das ocorrências com balões nos nossos aeroportos”.

Concessionária emite alerta sobre riscos de soltar balões  — Foto: Reprodução/RPC

Concessionária emite alerta sobre riscos de soltar balões — Foto: Reprodução/RPC

Atrapalhar a aviação é só mais um dos problemas causados por balões lançados principalmente entre maio e agosto.

Além de acionar a polícia e a aeronáutica, quem trabalha nas operações aeroviárias reforça o perigo da passagem de balões por aeroportos de grande porte, como o Afonso Pena.

“O Aeroporto Afonso Pena é certificado para operar aeronaves código 4F, ou seja são as maiores aeronaves. Eu estou falando de um Boeing 747-8, por exemplo. Então, eu estou falando aí mais de 300 pessoas dentro de uma aeronave como essa. O impacto de um balão de 50 kg em uma aeronave de 400 km/h a 500km/h gera um impacto de mais ou menos 100 toneladas. Isso pode destruir uma aeronave dependendo de onde pegar, se for puxado pela turbina pode pegar fogo no motor do avião, é um impacto muito severo”, afirma Spanner.

De acordo com o artigo 42 da lei de crimes ambientais, fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios, tanto florestais quanto urbanos, tem pena de um a três anos de prisão ou multa.

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Fonte: G1


23/06/2022 – Rota do Sol FM

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