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Corregedoria da GM não vê ilegalidade em abordagem de guardas contra homem negro em Curitiba, diz defesa


Sem reconhecer ilicitudes, a corregedoria da Guarda Municipal de Curitiba (GM) finalizou a investigação interna sobre a ação de guardas municipais na abordagem a um homem negro em situação de rua, em novembro de 2021, no Centro da capital.

A informação foi confirmada pela defesa dos guardas envolvidos.

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O caso, que ganhou repercussão em 15 de dezembro, viralizou nas redes sociais ao mostrar dois guardas em cima de um homem rendido, enquanto pessoas contestavam violência na ação. Assista abaixo.

Guarda aponta arma para pessoas que contestavam violência em abordagem em Curitiba

Guarda aponta arma para pessoas que contestavam violência em abordagem em Curitiba

Na época, a Defensoria Pública do Paraná (DPE-PR), por meio do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos (NUCIHD), pediu a apuração do caso pela corregedoria.

De acordo com a defesa de quatro guardas que tiveram a conduta apurada, a corregedoria reconheceu a licitude da ação.

“A corregedoria reconheceu que a ação da GM foi lícita, dentro da lei e do que recomenda a boa técnica de abordagem e prisão. Inexistindo o crime de racismo, ou transgressão disciplinar por parte da equipe envolvida”, disse o advogado Rodrigo Cunha.

A Guarda Municipal confirmou que a corregedoria finalizou o caso, mas disse que não comentará o assunto. A Defensoria Pública informou que ainda não foi notificada da decisão da corregedoria.

O caso aconteceu na rua Cruz Machado. O nome do homem abordado não foi divulgado.

Uma testemunha disse ao g1 Paraná que, enquanto o homem estava rendido, os guardas pressionaram o peito dele contra o chão. Um deles, segundo a testemunha, estava com o joelho no pescoço do homem.

Na abordagem, pelo menos três pedras de craque foram retiradas da boca do abordado, também segundo a testemunha.

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O vídeo, que começou a ser gravado quando a operação já acontecia, também mostra um guardas empurrando uma mulher que tentou se aproximar e, na sequência, apontando uma arma para pessoas que acompanhavam, de longe, a operação.

Na época, a guarda confirmou que o homem chegou a ser detido, mas o Departamento Penitenciário do Paraná (Deppen), entretanto, informou que no dia da ocorrência não houve registro do homem nas centrais de triagem, o que significa que ele não foi preso.

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Fonte: G1


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