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Disputa pelo Senado no Paraná: 'Não pretendo utilizar do orçamento secreto', diz Orlando Pessuti (MDB) em entrevista à RPC | Eleições 2022 no Paraná


Em entrevista ao Meio-Dia Paraná nesta terça-feira (20), o candidato ao Senado Orlando Pessuti (MDB) afirmou que é contra o orçamento secreto, que o considera um “absurdo”, e disse que, se eleito, não o pretende usar.

O candidato também destacou a importância da transparência no repasse de recursos.

“Digo de pronto que sou contra o orçamento secreto. Eu acho isso o absurdo dos absurdos. Não tem justificativa. ‘Ah, não, mas é dinheiro que vai para o município’. Então, que dê transparência, que seja dentro do orçamento geral. Para que ter um orçamento secreto? Para que ter um orçamento dentro de um orçamento geral?”, questionou Pessuti.

  • Entenda o ‘orçamento secreto’

O orçamento secreto permite que parlamentares destinem recursos que saem diretamente dos cofres da União sem que haja transparência para onde vai o dinheiro.

Orlando Pessuti afirmou ainda que não vê necessidade nos repasses conhecidos como emendas PIX e que não vai fazer uso da modalidade, se eleito.

Nesse tipo de emenda parlamentar, o recurso indicado por deputados e senadores em Brasília vai direto para os caixas dos municípios.

“O sistema tradicional, você faz a liberação dos recursos, tem um empenho, dá autorização para que seja depositado e imediatamente, no mesmo dia, esse dinheiro está depositado. Então, não precisam ser transferências no segundo presente. Eu não concordo que seja nesse sistema. Acho que a relação União, estado e município não precisa se dar especificamente pelo Pix”, defendeu.

Veja, abaixo, a íntegra da entrevista do candidato:

Eleições: veja a íntegra da entrevista do candidato ao senado Orlando Pessuti(MDB)

Eleições: veja a íntegra da entrevista do candidato ao senado Orlando Pessuti(MDB)

Questionado sobre o uso do Fundo Eleitoral para financiamento da campanha, o candidato afirmou que é contra e que está usando o dinheiro porque “não tem outra alternativa”. Segundo ele, o valor de cerca de R$ 1,5 milhão recebido pela candidatura é porque há uma mulher negra na chapa.

O candidato afirmou que o maior volume do financiamento público de campanhas vai para candidatos que detém mandatos, e que é necessário mudar esse regramento.

Pessuti afirmou que propõe o fim do fundo de financiamento público de campanha e que sugere retornar ao financiamento privado com regramentos e controles.

Reforma Eleitoral e Reforma Tributária

Quando questionado sobre propostas em uma eventual reforma eleitoral, o candidato afirmou que propõe o fim da reeleição para prefeitos, governadores e presidentes e também o fim da suplência a senador.

Além disso, Pessuti afirmou defender a retirada da obrigatoriedade do voto, paralela a uma campanha de conscientização para que o voto seja visto como um direito reconhecido pela população.

O candidato citou também a reforma tributária e reforçou o histórico como político como ferramenta para poder dialogar e convencer os governadores e deputados federais para aprová-la, e destinar mais recursos nos municípios e estados.

Quando questionado sobre o repasse do ICMS aos municípios com base em índices da educação, Pessuti afirmou que adotaria um sistema de compensação às cidades que perdessem arrecadação por apresentarem índices inferiores. Isso seria feito, segundo ele, com dinheiro do próprio Tesouro.

  • Projeto quer vincular parte do repasse do ICMS para as prefeituras à qualidade da educação pública

O candidato ressaltou, ainda, que a compensação deixaria de ser feita após um prazo para que a alta nos repasses estivesse atrelada à melhora nos índices da educação.

Ao ser perguntado sobre quais propostas sugere para a área da saúde pública, Pessuti afirmou que, se eleito, pretende fazer uma correção da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e reforçou a necessidade de investir mais dinheiro no sistema.

Segundo o candidato, para conseguir mais verbas para investimento na saúde dos estados e municípios é necessário modificar a regra de porcentagem de arrecadação de impostos.

De acordo com ele, seria importante elevar a porcentagem dos município para ao menos 20%, e do estado para 30%.

Agronegócio e Meio Ambiente

O candidato foi questionado sobre quais propostas teria para equilibrar a produção agrícola e a preservação do meio ambiente e disse que é preciso punir pessoas que não respeitam a legislação ambiental e de uso de agrotóxico. De acordo com ele, essas pessoas devem ser responsabilizadas e multadas.

O candidato também reforçou ações que teve para a área enquanto atuou como vice-governador, secretário da Agricultura, governador e deputado.

Participam da série de entrevistas os cinco primeiros colocados na pesquisa de intenção de voto do Ipec, divulgada em 23 de agosto. Veja a lista definida por sorteio:

  • 19/09 – Paulo Martins (PL)
  • 20/09 – Orlando Pessuti (MDB)
  • 21/09 – Rosane Ferreira (PV)
  • 22/09 – Sergio Moro (União)
  • 23/09 – Alvaro Dias (Podemos)

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Fonte: G1


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