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Em 6 meses, mais de 550 locais com lixo no litoral do Paraná são registrados em app de biodiversidade | Paraná


Um aplicativo no celular tem permitido que usuários registrem fotos e localização de pontos onde encontram lixo em praias do Paraná. De janeiro a junho de 2022, foram feitos mais de 550 registros no litoral do estado, catalogados no app SIG Rebimar, desenvolvido pelo Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha.

Ester Valentino, de 12 anos, passeia na praia todos os dias e nos últimos tempos adquiriu o hábito de registrar tudo no aplicativo, que também orienta o usuário a descartar corretamente a sujeira.

“Infelizmente a gente encontra muito lixo, lixo enterrado, aves com muito lixo enroscado no pescoço, ou preso. A gente está andando e vê uma água viva, a gente tira foto e registra, sobre ela. Mesma coisa com o lixo”, disse Ester.

Segundo Marjorie Chaves Ramos, técnica de educação ambiental do Rebimar, atualmente toda a costa do litoral possui acumulo de lixo.

“A problemática do lixo marinho é observado ao redor do mundo todo, não seria diferente no litoral. Nós identificamos através do app pontos que tem o acumulo maior de lixo, ele está disposto ao longo de toda a costa do litoral do Paraná”.

Lixo que não é descartado corretamente pode parar no mar

Lixo que não é descartado corretamente pode parar no mar

A gravidade do problema se mostra, inclusive, em locais da costa do estado onde moradores e turistas não conseguem chegar.

Uma equipe da RPC flagrou a presença de lixo em pontos da região do Morro do Boi, na ponta da Praia de Matinhos, em um local deserto. Nesta região, o lixo encontrado está acumulado, principalmente, entre grandes pedras.

Segundo pesquisadores do Rebimar, o lixo chega ao local com a força da maré, provando que para a poluição marinha não há fronteira. No local foram encontradas garrafas de marcas estrangeiras, e até um potinho cheio de comprimidos. O que eles acham, é coletado para destinação correta.

Lixo chega à praia deserta por meio da maré — Foto: RPC

Lixo chega à praia deserta por meio da maré — Foto: RPC

“É um problema eminente, a gente não tem mais tempo para buscar uma solução, então é hoje. É a partir de hoje, a gente já tá num nível que irreversível, que a problemática se torna irreversível, então quanto antes tivermos ações, menos impactos esse ambiente vai sofrer”, disse Marjorie.

Apesar de o problema ser real, o trabalho de uma pesquisadora paranaense indicou que, para muitos brasileiros, suas atitudes não interferem na vida do oceano.

Segundo a pesquisa de Janaína Bumbeer, da Fundação Grupo Boticário, 40% dos brasileiros não associam as atitudes do dia-a-dia ao impacto dos oceanos. Além disso, 19% não evitam usar plástico descartável.

Todos os dados da pesquisa dela foram apresentados na Conferência dos Oceanos da ONU, em Lisboa.

“É muito preocupante, ainda mais se nós pensarmos no Brasil que tem mais de 200 milhões de pessoas, então estamos falando de 80 mi de pessoas que acham que suas atitudes não vão impactar o oceano”, disse Janaína.

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Fonte: G1


05/07/2022 – Rota do Sol FM

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