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Empresários do Paraná acionam Ministério da Economia e Receita Federal por fim da Operação Padrão


Um grupo que reúne as maiores entidades empresariais do Paraná enviou nesta terça-feira (8) ofício ao Ministério da Economia e à superintendência da Receita Federal pedindo o fim da chamada Operação Padrão.

A operação é uma vistoria mais minuciosa das cargas e foi adotada pelos auditores em reação à aprovação do Orçamento de 2022 pelo Congresso Nacional sem previsão de reajuste salarial para a categoria. Além disso, eles reclamam da diminuição de verba para o órgão

O documento enviado à Economia e à Receita afirma que a greve provoca graves efeitos no setor produtivo do estado, com prejuízo diário de cerca de R$ 4 milhões só na região de fronteira.

  • Operação da Receita Federal causa filas de caminhões em Cidade do Leste, na divisa com o Brasil
  • Caminhoneiros podem esperar até três dias para liberar carga no porto seco de Foz do Iguaçu, diz sindicato

Os empresários também demonstram preocupação com a saúde e segurança dos caminhoneiros, mencionando a exposição ao calor da região, e as condições precárias de higiene e alimentação.

O presidente do grupo, Fernando Moraes, diz que os efeitos poderão ser sentidos em, breve pelos consumidores.

“Já estamos sofrendo bastante com essa pandemia e agora que esperávamos uma recuperação, acontece essa operação tartaruga, podemos falar dessa forma. Com isso, vai faltar produtos nas prateleiras, fica parada a questão de importações, exportações e com isso falta produto nas industrias e consequentemente na nossa prateleira vai estar faltando ou subindo preço”, cita o documento.
Mais de 2,5 mil caminhões aguardavam a liberação de carga nesta terça-feira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste  — Foto: Reprodução

Mais de 2,5 mil caminhões aguardavam a liberação de carga nesta terça-feira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste — Foto: Reprodução

Nesta terça-feira (8), cerca de 2,5 mil caminhões aguardavam a liberação de cargas entre Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná e Cidade do Leste, município paraguaio na divisa com o Brasil.

O motorista Luiz Antônio Antoniolli relata que ficou quinze dias na fila de espera para entrar no Paraguai e teme que o mesmo ocorra no retorno para o Brasil. Ele questiona as autoridades para que algo seja feito.

“Alguma autoridade, alguém precisa tomar conta disso. Precisam criar vergonha na cara. Desse jeito não pode ficar de jeito nenhum”, afirma.

Flávio Bernardino de Carvalho, representante do Sindicato dos Fiscais da Receita Federal, explicou que, se o orçamento da Receita Federal não for recomposto, a situação irá piorar ainda mais.

“Com corte de 52% do nosso orçamento operacional, os serviços da receita tendem a entrar em colapso, no final de maio, junho, inclusive com suspensão de pagamento ao nosso principal fornecedor de sistema de informática. [sic] Imagine, com os sistemas da receita parados, não se controlam os sistemas de comércio exterior, não se controlam importações, exportações. Tudo isso leva a uma quebra, na prestação de serviço público para o empresariado, para a população. Parece que o G7 percebeu a urgência, o perigo desse corte orçamentário.”

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Fonte: G1


08/02/2022 – Rota do Sol FM

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