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Energia elétrica produzida com lixo orgânico abastece prédios públicos de Ponta Grossa


A energia elétrica produzida a partir de lixo orgânico tem abastecido 5 prédios públicos de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O projeto implementado em 2021 tem representado uma economia mensal de cerca de 30% na conta de luz do município, segundo a administração.

O secretário de meio ambiente do município, André Pitella, explica como é feita a seleção dos materiais que serão usados para a produção da energia.

“Resto de alimentos, hortifrúti, óleo de cozinha, só que para qualquer outro tipo de resíduo, a gente precisa fazer teste antes. Então a gente tem um laboratório aqui que pega uma quantidade X e verifica a potencialidade disso ser transformado em biogás,” explica ele.
UPA da cidade é um dos locais que recebe energia limpa produzida a partir de lixo orgânico — Foto: Reprodução RPC

UPA da cidade é um dos locais que recebe energia limpa produzida a partir de lixo orgânico — Foto: Reprodução RPC

Chegam em média 50 toneladas de lixo orgânico por semana na usina. O caminhão que faz a coleta é elétrico, abastecido com a energia produzida no local.

O material usado para a produção de energia vem de empresas parceiras, como hotéis, restaurantes e mercados, que produzem grande quantidade de resíduos orgânicos todos os dias.

Conforme o responsável técnico, Vicente Nadal, o material precisa ser bem triturado. “Ele não vai ter aí partes maiores do que 3 centímetros, ou 30 milímetros. Passando pelo triturador, ela já cai diretamente dentro do pré-tanque”.

Do tanque, a massa orgânica é levada para dois biodigestores, onde o material fica por 30 dias. Neste local, bactérias agem naturalmente e produzem o gás metano, chamado de biogás.

Usina produz energia limpa a partir de lixo orgânico  — Foto: Reprodução RPC

Usina produz energia limpa a partir de lixo orgânico — Foto: Reprodução RPC

Este gás que é altamente combustível, é enviado para um gerador onde é transformado em energia elétrica.

“Para as nove toneladas que estamos recebendo, nós temos a capacidade de gerar 2 megawatts/h por dia. A própria usina é autossustentável, então, a energia que nós consumimos aqui é energia gerada por ela mesma,” explica Nadal.

Conforme a prefeitura, o investimento no projeto parcealdo parcelado até 2036, é de R$ 12 milhões.

Além da energia limpa, os resíduos também são transformados em biofertilizante líquido que está usado pelo município nas praças públicas.

A próxima etapa da usina é triplicar a escala de produção, trazendo para o local a geração de resíduo dos condomínios e futuramente, todo lixo orgânico da cidade.



Fonte: G1


09/04/2022 – Rota do Sol FM

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