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Entenda como se formam as tempestades no Paraná e veja orientações para se proteger | Oeste e Sudoeste


Entre 2005 e 2018 foram registrados cerca de 20 tornados no Paraná de acordo com dados da Defesa Civil do Paraná. A formação deste tipo de fenômeno, bem como temporais, chuvas intensas e vendavais, têm algumas explicações, conforme a geógrafa, especialista em desastres naturais, Karin Hornes. Veja orientações para como agir nestes incidentes no vídeo acima.

Ela afirmou que eles se formam especialmente na região Sul do Brasil, Paraguai e Argentina, por influência das frentes frias vindas da Antártida, associadas à formação de grandes nuvens na região conhecida como “Chaco Paraguaio”.

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“A região Sul da América do Sul é a mais propicia a desenvolver tempestades severas depois dos EUA. […] Em se tratar de tornados, o Brasil e a Argentina são os mais propícios. […] Na região, conhecida como bacia do Chaco, entre Argentina e Paraguai, tem uma planície extensa onde os raios solares a aquecem e propiciam formação de vapor d’água e quando ele começa a subir (vapor) forma grandes nuvens. Quanto maior for esse sistema, mais propensão a tempos severos. Além disso, temos as entradas nas frentes frias na região Sul da América do Sul, na região do Chaco e que se deslocam para o Brasil atuando no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul”, explicou a especialista.
Tornado atingiu uma área rural de Terra Rica, no noroeste do Paraná  — Foto: Reprodução/RPC

Tornado atingiu uma área rural de Terra Rica, no noroeste do Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Karin comentou que a medida que as frentes frias vão se deslocando, formam sistemas de baixa pressão (que, segundo ela, ocorrem quando o ar está subindo) que, ao entrar em contato com temperaturas diferentes do seu local de origem, a Antártica, formam um efeito parecido com o de um aspirador.

“Na região da América do Sul, elas vem da Antártida. Ela vai encontrar temperatura mais alta do que da Antártida com formação de baixa pressão, que é quando o ar está subindo. É como se fosse um aspirador, toda umidade está sendo sugada e elevada para outras altitudes. Quando ela se eleva, haverá a formação de várias nuvens gigantes que são as responsáveis pela chuva. Se for uma nuvem grande trará tempo severo”, afirmou Karin.

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Moradores do oeste do Paraná ficaram sem energia após temporal — Foto: Caroline Alves/Você na RPC

Moradores do oeste do Paraná ficaram sem energia após temporal — Foto: Caroline Alves/Você na RPC

Regiões mais propícias a temporais no PR

Conforme a especialista, as regiões mais propícias para registro destes fenômenos são oeste, sudoeste e noroeste do Paraná, porque são o local que marca a entrada desses sistemas no estado.

As grandes nuvens formadas na área conhecida como “Chaco Paraguaio” ao se deslocarem para o estado se chocam com o relevo, que acaba bloqueando a passagem, gerando os temporais.

“Chega ao nosso estado e se encontra com o relevo. Temos ali o terceiro planalto, que vai servir como um bloqueio a esse complexo que é formado por muitas nuvens de crescimento vertical. Quando essa nuvem encontra essa bloqueio, ela tem que se elevar e com isso a temperatura do topo fica diferenciada, e o sistema se desequilibra e ocasiona a precipitação. Podendo ser severa devido a essa grande diferença de temperatura”, explica Karin.

Granizo em Guaraniaçu, no oeste do Paraná, na terça-feira (19) — Foto: Portal Cantu

Granizo em Guaraniaçu, no oeste do Paraná, na terça-feira (19) — Foto: Portal Cantu

A diferença na temperatura ocasiona também a formação do granizo, conforme a especialista. Ela explicou que ao observar imagens de satélite dos sites de clima e tempo, é possível ver a temperatura do topo das nuvens. Quanto mais baixa a temperatura, maior a probabilidade delas causarem temporais.

“O que acontece, quando você tem uma temperatura de por exemplo menos 65°, significa que o topo dela, é constituído basicamente de gelo. E quando essa nuvem se desloca ela encontra temperatura diferente da superfície diferente do seu topo. […] O granizo grande, do tamanho do ovo, se forma porque essas nuvens estão num crescimento tão exacerbado e ela precisa equilibrar o sistema. Essa nuvem consegue com toda turbulência dela segurar esse granizo no seu topo, mas chega um momento que ela não consegue segurar”, afirmou Karin.

“Ele se forma pequeno. Começa com partículas de poeira que vão se aglutinando com cristais de gelo e vai crescendo devagar. […] Quando tem muita atividade convectiva, esse gelo se choca com outros granizos e forma aqueles conglomerados enormes de gelo que já foram registrados no Paraná”, explicou ela.

Ela afirmou que essa diferença de temperatura interfere na carga eletrostática das partículas da nuvem e isso ajuda na formação de raios, juntos com a tempestade severa terá o grande registros de raios.

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Fonte: G1


13/09/2022 – Rota do Sol FM

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