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Entenda impasse que trava mudança de Maria Fumaça de Ponta Grossa para outro local


Diante dos problemas causados pelo tempo e também da ação de vândalos na Maria Fumaça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, a mudança de local da locomotiva é uma opção trabalhada pela prefeitura para preservar o patrimônio histórico municipal.

Desde setembro de 2019, quando foi reformada pelo Exército Brasileiro em parceria com empresários da cidade, a locomotiva está exposta a céu aberto.

Contudo, um imbróglio dificulta que a Maria Fumaça seja levada para a Estação Saudade, ponto apontado pela administração municipal como possível destino do 250, como é conhecida.

Isso porque, apesar de ser tombada pelo município, a locomotiva pertence enquanto patrimônio ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). No ano passado, a prefeitura solicitou ao órgão federal que fizesse a cessão da posse para a administração municipal.

Para que isso seja possível, o Dnit pediu uma série de documentos à prefeitura, além de explicações sobre como serão feitos os cuidados, a transferência para um novo local e qual seria este ponto.

O processo burocrático, segundo a prefeitura, tem causado a demora de uma possível transferência da locomotiva.

A escolha da Estação Saudade, ainda conforme a administração municipal, acontece uma vez que o local foi revitalizado, tem cobertura e segurança 24 horas. O espaço está sob gestão do Sesc da cidade.

Sem câmera de segurança no Parque Ambiental e exposta ao ar livre, a locomotiva tem sido alvo de furtos de peças de bronze e também de depredação e vandalismo.

Segundo moradores, itens de bronze, como canos e o símbolo 250 que a identificava, e peças que ficavam do lado de dentro da cabine da máquina foram levados.

Até mesmo a placa de acrílico que contava a história da locomotiva no local sumiu.

Maria Fumaça de Ponta Grossa tem peças de bronze furtadas e é alvo de vandalismo

Maria Fumaça de Ponta Grossa tem peças de bronze furtadas e é alvo de vandalismo

“Um povo sem história é um povo sem nada, é um povo oco. Então a gente vê que onde existe uma preservação da história, as pessoas crescem, as pessoas visitam. Eu vejo tirarem foto nessa máquina e comentarem o estado. Então solicitar que tenha mais amor por aquilo que foi deixado pelos avós, que preservem mais”, comentou uma moradora.

Sobre os furtos, a prefeitura afirmou que vai colocar câmeras de segurança para fazer o monitoramento, mas não deu prazo para a ação.

Maria Fumaça de Ponta Grossa tem peças de bronze furtadas e é alvo de vandalismo e depredação — Foto: Reprodução/RPC

Maria Fumaça de Ponta Grossa tem peças de bronze furtadas e é alvo de vandalismo e depredação — Foto: Reprodução/RPC

A locomotiva a vapor foi construída em 1940. Em 1997, ela foi reformada pela prefeitura, e em 2013, foi tombada como patrimônio cultural municipal.

A locomotiva começou a ser construída pelo engenheiro Edwaldo Krüger, mas com a morte dele, em 1936, a conclusão da montagem da locomotiva ficou sob responsabilidade do filho do engenheiro, Germano Krüger.

Em 1940, a Maria Fumaça 250 começou a transportar cargas e passageiros e, em 1972, foi substituída por máquinas mais modernas, movidas a diesel.

Com a extinção da Rede Ferroviária, a locomotiva foi repassada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que a cedeu para a Prefeitura de Ponta Grossa.



Fonte: G1


09/02/2022 – Rota do Sol FM

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