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Entenda o que causa luz intensa em meteoros como o registrado no Paraná: 'mesmo fenômeno da solda elétrica', diz especialista


Ele explica que a forte luminosidade que ocorre nestes eventos não é fogo e sim uma forte corrente de energia que pode ser comparado a uma solda elétrica.

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“É o mesmo fenômeno que ocorre durante o processo de solda elétrica. Ali existe uma corrente elétrica bem intensa passando entre o eletrodo e a peça que está sendo soldada. Essa corrente gera uma bolha de plasma que derrete o material e o eletrodo. O material derretido faz com que a peça seja soldada. Esse é o mesmo processo que ocorre durante a entrada de um material espacial, só que esse plasma consome quase que completamente essa rocha”.
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De acordo com ele, os meteoros se tratam de fragmento de rochas espaciais que adquirem forte luminosidade ao cruzar a atmosfera e se chocar com gases presentes nela.

“O meteoro ocorre quando o fragmento de uma rocha espacial atinge a atmosfera da Terra em alta velocidade. Devido a esse fator, ele comprime o ar atmosférico a sua frente e isso faz com que ocorra uma bola de plasma no entorno dessa rocha espacial. O plasma é o gás aquecido e ionizado,” explica Zurita.
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O colaborador do Bramon explica que a diferença entre os dois fenômenos é que o meteoro, episódio mais comum, não tem fragmentos que atingem o solo, diferente do meteorito, que é muito raro e a rocha espacial chega até o chão.

“Essa rocha espacial quando está no espaço a gente chama de asteroide ou meteoroide (asteroide pequeno). Quando ocorre a passagem atmosférica, o fenômeno luminoso, essa luz gerada por ele é que a gente chama de meteoro. […]Se essa rocha resiste a essa passagem, chamamos de meteorito, que é um pedaço de rocha que resistiu e chegou ao solo.”

De acordo com ele, o fenômeno registrado em Foz do Iguaçu foi bastante luminoso, mas não era um meteorito.

Queda de meteoro é registrada por estação de monitoramento no Paraná — Foto: Bramon e Clima ao Vivo

Queda de meteoro é registrada por estação de monitoramento no Paraná — Foto: Bramon e Clima ao Vivo

“Esse meteoro não gerou meteorito. Apesar de ser bem luminoso, não foi luminoso suficiente para indicar uma rocha muito grande que resistiria a passagem atmosférica”.

O fenômeno pode ser visto também em Monte Castelo, em Santa Catarina.

Segundo o pesquisador, o meteoro tinha o tamanho de uma laranja e foi totalmente consumido ao atingir a atmosfera. Zurita acredita que o rastro luminoso tenha chegado ao Paraguai.



Fonte: G1


06/04/2022 – Rota do Sol FM

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