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Envolvidos em tiroteio durante disputa de terra no sudoeste do Paraná não tinham porte de arma, diz polícia


De acordo com a polícia, o comerciante Cláudio Silvestre, morto no tiroteio, tinha registro de atirador e as duas armas dele apreendidas no local do confronto estavam legalizadas.

Uma pistola calibre 357 e outra calibre 40, usada por ele para disparar contra contra o agricultor Francisco Bini, que conseguiu escapar.

Em depoimento, Paulo Faé, genro do agricultor, confessou que atirou no casal. O revólver calibre 40 usado por ele também é registrado.

A RPC teve acesso com exclusividade a imagens de câmeras de segurança que mostram o comerciante Cláudio Silvestre e a esposa, Janaína Silvestre, chegando em um clube de tiros na cidade, minutos antes do confronto. Os dois morreram no tiroteio.

De acordo com as imagens, o casal ficou oito minutos no clube. Eles fizeram disparos e chegaram a registrar o momento com o celular.

Comerciante Cláudio Silvestre, morto no tiroteio, em clube de tiros — Foto: RPC Foz do Iguaçu

Comerciante Cláudio Silvestre, morto no tiroteio, em clube de tiros — Foto: RPC Foz do Iguaçu

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O delegado responsável pelas investigações, Emerson Ferreira, explica que ainda não se sabe se, enquanto o casal estava praticando tiro desportivo, teriam recebido a informação da localização dos demais envolvidos na disputa de terra e se dirigido até lá.

“Não é normal as pessoas agendarem horário num clube e atirarem menos de 10 minutos”, afirma o delegado.

Porém, o delegado explica que a posse das armas não permitia que nenhum dos envolvidos andasse armado.

No caso do comerciante, afirma o delegado, ele só podia carregar a arma de casa até o clube de tiros. A terra da disputa entre o comerciante e o agricultor onde ocorreu o confronto fica longe desse trajeto.

“As pessoas confundem a posse com o porte. A posse te dá direito de ter a tua arma na tua empresa ou na sua residência, essas pessoas estavam de forma irregular”, afirmou o delegado.

O agricultor Francsico Bini disse em depoimento que também estava armado, mas não lembra onde deixou o revolver. Outra arma apreendida foi encontrada no banco do carro da outra vítima do confronto, Acelino Soares, amigo do agricultor.

A defesa do casal Cláudio e Janaína disse que a família está em luto e não vai se manifestar sobre o caso porque quer privacidade. A defesa do agricultor Francisco e do genro dele explicou que só irá se manifestar depois da conclusão do inquérito.

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Fonte: G1


22/02/2022 – Rota do Sol FM

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