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Família doa órgãos de menino de 2 anos, em Londrina; coração e rins beneficiam crianças no Paraná e São Paulo


Uma família autorizou a doação dos órgãos de um menino de dois anos, em Londrina, no norte do Paraná. A captação ocorreu no Hospital Infantil, nesta terça-feira (8).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a criança se afogou em uma piscina e foi internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital. A morte foi registrada na terça-feira (7).

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De acordo com a Central de Transplantes do Paraná, o coração do menino foi enviado ao Instituto do Coração (InCor) de São Paulo. O órgão foi transportado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Já os rins ficaram no Paraná.

A captação dos órgãos foi possível após constatação da morte cerebral da criança. Segundo a central, a aceitação da família foi imediata ao saber da possibilidade da doação.

Conforme a PRF, o acidente com afogamento aconteceu no domingo (30). A família procurou por ajuda da polícia após encontrar o menino caído na piscina, em Ibiporã, também no norte.

Coração foi levado para hospital de São Paulo — Foto: Central de Transplantes do Paraná

Coração foi levado para hospital de São Paulo — Foto: Central de Transplantes do Paraná

Para ser doador, você não precisa deixar nada por escrito, em nenhum documento. Basta comunicar a a família, que irá autorizar os procedimentos necessários para o transplante.

Qualquer pessoa pode ser uma doadora. É necessário, apenas, que haja compatibilidade entre o doador e quem irá receber o órgão. Rins, parte do fígado e da medula óssea podem ser doados em vida. Mas, em geral, a doação ocorre em situações de morte encefálica, após a autorização familiar.

O que é morte encefálica?

É a interrupção irreversível das atividades cerebrais, causada normalmente por traumatismo craniano, tumor ou derrame. Como o cérebro comanda todas as atividades do corpo, quando ele morre significa a morte do indivíduo. Não há dúvidas no diagnóstico.

Para quem vão os órgãos?

Os órgãos são destinados a pacientes que necessitam de transplante e estão aguardando em uma lista única de espera, por critérios definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde.

No Paraná, todas as ações de distribuição de órgãos e tecidos são coordenadas pela Central Estadual de Transplantes.

Após a doação o corpo fica deformado?

Nunca. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra. O corpo do doador fica intacto e pode ser velado normalmente.



Fonte: G1


08/02/2022 – Rota do Sol FM

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