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Festival de Curitiba celebra a retomada e a resistência do setor cultural


Um grande evento de celebração marcou a abertura do Festival de Curitiba nesta segunda-feira (28). Mais de 2.500 pessoas passaram pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) para celebrar a retomada e a resistência do setor cultural.

A escolha do lugar veio pela Exposição “Viva! 30 anos por Lenise Pinheiro”, aberta ao público com cerca de 150 fotografias no vão livre do MON.

  • Confira a programação completa do Festival de Curitiba
Exposição “Viva! 30 anos por Lenise Pinheiro” está aberta ao público com cerca de 150 fotografias  — Foto: Annelize Tozetto

Exposição “Viva! 30 anos por Lenise Pinheiro” está aberta ao público com cerca de 150 fotografias — Foto: Annelize Tozetto

Este ano a programação – que vai até 10 de abril – faz um resgate histórico dos 30 anos do evento, reunidos em 25 espetáculos com a participação de companhias, diretores e atores que passaram pelos palcos durante o período.

O diretor do Festival, Leandro Knopfholz, conta que, no início, Curitiba não era uma opção para receber as companhias de teatro e outras capitais tinham mais vocação para receber um festival.

“Hoje ultrapassamos essa barreira e o Festival caminhou com a cidade para que ela se tornasse um centro de referência, de criação, de reverberação que não existia 30 anos atrás”, conta Leandro.

O Festival de Curitiba nasceu no dia 19 de março de 1992, inaugurando uma sala de apresentações icônica – a Ópera de Arame (a partir de um esboço desenhado em um guardanapo de papel). As sessões lotadas chamaram a atenção para as artes cênicas, celebrando o encontro, a diversidade e a criatividade.

Leia tudo sobre o Festival de Curitiba

“O que nós queríamos mesmo era impactar. Não havia uma empresa formada, um projeto para fazer o Festival acontecer. Foi um movimento realmente orgânico”, conta Leandro.

Leandro: “Quando tudo começou eu tinha 18 anos. Passei dois terços da minha vida realizando o Festival” — Foto: Annelize Tozetto

Leandro: “Quando tudo começou eu tinha 18 anos. Passei dois terços da minha vida realizando o Festival” — Foto: Annelize Tozetto

Com o passar do tempo, além dos teatros, os espetáculos passaram a ser montados em áreas abertas de centros culturais, praças, terminais de ônibus, parques, universidades, bares, bibliotecas e até num banheiro. “Naquela época, a ocupação das ruas era algo que chocava as pessoas. Ao longo dos 30 anos, o Festival fez parte, e acelerou, a transformação cultural e social da cidade”, diz Leandro.

Neste período, algumas pessoas foram, outras chegaram. Mas Leandro permaneceu. Ao responder os motivos para isso, ele cita o prazer de realizar essa atividade, e a mescla entre o que é pessoal e profissional.

“Conheci muitos amigos pelo Festival, fiz inúmeras viagens pelo Festival. Nunca pensei em não continuar. Quando tudo começou eu tinha 18 anos. Passei dois terços da minha vida realizando o Festival, o que é para mim, motivo de alegria e satisfação”, finaliza Leandro.

Confira alguns números do Festival de Curitiba 2022

  • O Festival de Curitiba terá em torno de 200 atrações;
  • Cerca de 900 artistas estão envolvidos nos espetáculos e produção;
  • 4 mil empregos, entre diretos e indiretos, são gerados pelo Festival de Curitiba;
  • 25 espetáculos integram a mostra Lúcia Camargo que promove um resgate histórico dos 30 anos do evento.

Já ouviu? Um dos episódios do PodParaná conta as histórias de três décadas do festival. Ouça:

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Fonte: G1


29/03/2022 – Rota do Sol FM

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