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'Foi troca de tiros em legítima defesa', afirma mãe de bolsonarista acusado de matar tesoureiro do PT no Paraná | Oeste e Sudoeste


Segundo Dalvalice Rocha, o que aconteceu “foi uma troca de tiros”. Ela fez a declaração durante um manifesto de familiares em frente ao Fórum de Foz do Iguaçu antes do início das audiências de instrução, que começaram nesta quarta-feira (14). Leia mais abaixo.

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Nestas oitivas, Guaranho será ouvido pela primeira vez após matar, a tiros, o tesoureiro do PT Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu. O caso aconteceu há dois meses. Relembre mais abaixo.

Cronologia: assassinato de tesoureiro do PT

Cronologia: assassinato de tesoureiro do PT

“A imagem mostra ele chegando com arma na cintura e desceu. E quando ele olhou, ele viu uma pessoa armada e ainda baixou três vezes a mão pra pessoa, baixar a arma. Foi isso aconteceu. Não tem vídeo nenhum mostrando ele chegando atirando em ninguém, foi troca de tiros, foi em legítima defesa”, afirmou Dalvanice.

Desde o dia do crime, a família de Marcelo Arruda diz que o crime teve motivação política.

Marcelo e Pamela horas antes do crime  — Foto: Arquivo pessoal

Marcelo e Pamela horas antes do crime — Foto: Arquivo pessoal

Mulher de tesoureiro assassinado fala sobre caso

Familiares e amigos de Marcelo Arruda também realizaram manifesto em frente ao Fórum nesta quarta (14).

A mulher de Arruda, a policial civil Pâmela Silva é uma das testemunhas e antes de entrar na audiência afirmou que a família espera por justiça. Sobre a afirmação da mãe de Guaranho, Pâmela disse que a legítima defesa foi de Marcelo, que teve sua festa invadida pelo bolsonarista.

“Fui intimada como testemunha […] Esperamos de fato a justiça pela morte do Marcelo, que estava comemorando seu aniversário, onde foi brutalmente assassinado. […] Não foi legitima defesa, ele chegou ameaçando, invadiu o local da festa, ele que sacou a arma. A legítima defesa foi do Marcelo. […] Ele não está aqui para se defender”, afirmou Pamela.

Audiências de instrução

As audiências que iniciaram nesta quarta (14) por volta das 14h15 e seguem até quinta-feira (15). De acordo com a programação, por ser réu, Guaranho será o último a prestar depoimento.

A previsão é que isso ocorra na quinta (15), por videoconferência. Réu por homicídio duplamente qualificado, o policial penal federal está preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba desde 13 de agosto.

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Outras testemunhas e peritos estão sendo ouvidos presencialmente no Fórum da cidade.

Conforme as partes, 10 testemunhas de acusação foram nomeadas e devem ser ouvidas. Já do lado da defesa, seis pessoas devem prestar depoimento à Justiça.

Apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), Guaranho é foi denunciado por homicídio duplamente qualificado por matar a tiros Marcelo Arruda durante uma festa de aniversário, que tinha como o tema o PT.

O crime foi em 9 de julho, e Guaranho não era convidado do evento. Ao ser baleado, o petista revidou e também atirou no policial.

O infográfico abaixo mostra a ordem dos acontecimentos no dia do crime:

Entenda ordem dos acontecimentos no dia do assassinato do petista baleado em festa de aniversário, segundo a polícia — Foto: Arte/g1

Entenda ordem dos acontecimentos no dia do assassinato do petista baleado em festa de aniversário, segundo a polícia — Foto: Arte/g1

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Fonte: G1


14/09/2022 – Rota do Sol FM

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