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Governo do Paraná anuncia contratação emergencial de nova empresa para operar ferry-boat de Guaratuba


O Governo do Paraná anunciou nesta segunda-feira (7) a contratação emergencial de uma nova empresa para operar ferry-boat de Guaratuba, no litoral do estado.

Conforme o governo, assim que a nova empresa for contratada, o estado irá declarar caducidade de contrato com a BR Travessias, atual empresa responsável pela travessia, após descumprimento de obrigações da empresa.

A empresa BR Travessias é responsável pelo serviço de travessia desde o começo de abril de 2021. O início das operações da empresa foram marcados por aumento de 20% na tarifa e demora na travessia. Veja mais abaixo.

  • Com nova operadora, tarifa do ferry-boat de Guaratuba aumenta para R$ 8,90
  • Após troca de operadora, usuários reclamam de filas de mais de duas horas no ferry boat

A empresa BR Travessias informou ao g1 que não irá se manifestar.

A nova empresa responsável pelo ferry-boat deve ser anunciada nesta semana, conforme informou o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR). As empresas interessadas na travessia podem apresentar propostas até as 16h de terça-feira (8).

O contrato será emergencial, com duração de seis meses, prazo que a lei permite para licitação emergencial. Vencerá a empresa que apresentar melhor tarifa e condições para executar a operação, segundo o DER.

Enquanto a nova empresa não iniciar os trabalhos, a atual empresa continuará fazendo a travessia, segundo o governo.

De acordo com o DER, quatro empresas que fazem o serviço de travessia em outras partes do Brasil já demonstraram interesse.

  • Guaratuba decreta calamidade pública pela 2ª vez por problemas com ferry-boat; DER abriu processo administrativo contra concessionária
Fila de motoristas no acesso ao ferry-boat de Guaratuba chegou a 1 quilômetro, neste sábado (8) — Foto: Reprodução/RPC

Fila de motoristas no acesso ao ferry-boat de Guaratuba chegou a 1 quilômetro, neste sábado (8) — Foto: Reprodução/RPC

Autuações BR Travessias

Na última quinta-feira (3) uma decisão da Justiça determinou que a BR Travessias realizasse no prazo de 20 dias “intervenções necessárias para manter a segurança de toda a operação”, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A medida foi uma resposta à ação ajuizada pelo Departamento de Estrada e Rodagem do Paraná (DER) em conjunto com a Prefeitura de Guaratuba.

Os órgãos entraram na Justiça no dia 1º de fevereiro após avaliarem que “as tratativas administrativas referente às intervenções nas respectivas estruturas foram esgotadas e não tiveram êxito”.

Além dos problemas operacionais, a BR Travessias também foi autuada no início do mês pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) por falta de esclarecimento de informações técnicas requisitadas sobre o serviço.

A situação foi em decorrência de uma investigação iniciada pelo órgão ainda em outubro do ano passado depois de problemas registrados na travessia.

Na última quinta uma das balsas do ferry-boat saiu de rota e ficou à deriva, de acordo com uma passageira. O acidente aconteceu pela manhã, por volta de 7h35, dias depois de um atracadouro da travessia afundar e usuários do serviço enfrentarem filas de cerca de três horas.

Por meio de nota, a concessionária afirmou que o problema foi registrado no leme da embarcação e que, por isso, ela precisou voltar para o flutuante para manutenção. Disse, ainda, que a balsa retomou a operação ainda na quinta-feira.

O anúncio da empresa BR Travessias, como responsável pelo ferry-boat, foi divulgada no começo de abril de 2021. Junto disso também veio o aumento da tarifa, que ficou 20% mais cara.

Menos de duas semanas após a mudança da empresa, os usuários da travessia começaram a reclamar de transtornos e filas quilométricas diárias. Segundo usuários do transporte, o tempo para conseguir embarcar chegava a mais de duas horas e meia.

Após os relatos, a Agepar solicitou informações ao DER-PR. Desde então, a situação vem sendo acompanhada e, pelas informações dos usuários, não havia mudado.

Usuários ainda reclamaram da falta de sinalização, informação e organização no atendimento.

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Fonte: G1


07/02/2022 – Rota do Sol FM

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