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Grupo faz caminhada em homenagem a jovem autista encontrado morto com sinais de maus-tratos no Paraná


Um grupo fez uma caminhada no Lago de Olarias, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, para pedir inclusão e também homenagear Rômulo Luiz Fernandes Borges, jovem autista de 19 anos encontrado morto com sinais de maus-tratos na cidade.

O padrasto e a mãe dele chegaram a ser presos suspeitos dos maus-tratos. Relembre abaixo o caso.

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A movimentação deste sábado (26) foi organizada pelo Observatório da Inclusão em parceria com o Projeto Autitude e a Associação de Proteção aos Autistas da cidade (Aproaut).

Rômulo foi encontrado morto com um ferimento na testa e sinais de maus-tratos — Foto: Reprodução/Eduardo Alves/RPC

Rômulo foi encontrado morto com um ferimento na testa e sinais de maus-tratos — Foto: Reprodução/Eduardo Alves/RPC

Segundo os organizadores, a ideia também foi ressaltar a importância da luta pelos direitos das pessoas com deficiência.

“Queremos mostrar para a sociedade que a pessoa com deficiência merece uma vida digna, com respeito, com condições de igualdade de cuidado, na escola, na saúde, na assistência social e em todos os meios que as pessoas convivem e vivem e constroem a sua história”, afirmou Nelson Canabarro, vice-presidente do observatório.

Rômulo Luiz Fernandes Borges foi encontrado morto na sexta-feira (18) com um ferimento na testa — Foto: Divulgação/Aproaut

Rômulo Luiz Fernandes Borges foi encontrado morto na sexta-feira (18) com um ferimento na testa — Foto: Divulgação/Aproaut

Rômulo foi achado sem vida em 18 de fevereiro, com um ferimento na testa. A mãe e o padrasto da vítima de 19 anos chegaram a ser presos suspeitos de maus-tratos.

De acordo com a polícia, a investigação indica que a vítima era amordaçada quando tinha crises e que o jovem estava sendo maltratado desde 2018. Conforme as primeiras informações, o jovem era mantido em condições degradantes na casa do casal.

A vítima vivia em um quarto instalado em um banheiro desativado, com teto mofado, infiltrações, sem iluminação e sem condições de higiene, segundo a polícia.

Profissionais da Aproaut, onde ele estudava, afirmaram que Rômulo frequentou normalmente a escola entre os seis e os 15 anos, indo todos os dias. Disseram ainda que a mãe era participativa e que a vítima era calma.

Contudo, em 2018, os profissionais da Aproaut perceberam uma mudança nele e fizeram denúncia aos órgãos competentes. O período foi quando a mãe iniciou o relacionamento com o padrasto, segundo as testemunhas.

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Elas relataram que Rômulo começou a chegar com o olho roxo e sinais de cinta pelo corpo, machucado como se tivesse apanhado. Além disso, ele mudou o comportamento, antes calmo.

As professoras dizem ter confrontado a família e que a mãe afirmou que os hematomas eram de brincadeiras entre a vítima e o padrasto. Depois disso, a família também reduziu a frequência do jovem na sala de aula.



Fonte: G1


26/02/2022 – Rota do Sol FM

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