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Guardas municipais afastados em investigação de abuso de autoridade pedem ao TJ-PR para voltar a trabalhar, em Londrina


Conforme o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os guardas municipais são investigados criminalmente pela invasão, sem mandado judicial, de uma residência, em que os moradores relataram ter sido torturados durante a abordagem.

  • 11 guardas municipais de Londrina são denunciados por tortura, abuso de autoridade e outros crimes após abordagem

Um dos argumentos do advogado dos guardas para a suspensão do afastamento, é de que se passaram oito meses entre as denúncias e a ordem de afastamento.

Portanto, não haveria mais razões para impedir que os guardas continuassem trabalhando, segundo o advogado.

O TJ-PR deve analisar ainda nesta semana o pedido de retorno dos guardas ao trabalho.

Guarda Municipal Londrina — Foto: Guarda Municipal/Londrina

Guarda Municipal Londrina — Foto: Guarda Municipal/Londrina

As acusações são de julho de 2021, após os guardas serem chamados no Parque das Industrias Leves, em uma ocorrência de pertubação de sossego.

Testemunhas e a promotoria apontam que teria ocorrido excesso na abordagem, com intenso sofrimento físico e mental, emprego de violência e castigo pessoal.

Conforme a investigação, os guardas deram golpes de cassetetes, chutes, eletrochoques, tapas, socos e disparo de arma de fogo para o alto, em via pública, além de grave ameaça de atirar contra os moradores.

No começo de março deste ano, a Justiça atendeu um pedido da promotoria e determinou que os onze guardas fiquem afastados do serviço por 90 dias. Neste período, eles continuam recebendo salários normalmente.

Ao final do processo, além de punições por suposto abuso de autoridade, o Ministério Público do Paraná pede a demissão dos guardas.

No pedido encaminhado, agora, ao TJ-PR, a defesa dos guardas aponta que todos possuem comportamento invejável, são primários, não respondem a outras ações criminais e não merecem ser afastados das funções devido a um fato que sequer aconteceu.

Além disso, segundo o advogado, os fatos foram manipulados e os afastamentos pedidos pelo MP-PR são medidas excessivas e desproporcionais.

A defesa dos guardas argumentou ainda que o afastamento prejudica os cidadãos, já que são 11 profissionais afastados, com cinco viaturas a menos no patrulhamento diário.



Fonte: G1


29/03/2022 – Rota do Sol FM

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