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Homem preso suspeito de sequestrar e agredir a ex diz que não lembra do que aconteceu, em Maringá


Câmeras de segurança registraram, no sábado (26), o momento em que o suspeito tirou a mulher do trabalho a força. Assista no vídeo abaixo.

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Durante o depoimento, Rafael Cirino disse que estava morando na Bahia, mas voltou para tentar se reconciliar com a vítima. Como não estava conseguindo, ele começou a usar drogas.

“Eu lembro que no sábado eu estava bebendo, me drogando, depois que eu parei no salão eu não me recordo muito bem das coisas que eu fiz, do que aconteceu. Não consigo me recordar”, disse no interrogatório.
Câmera de segurança registra homem sequestrando e empurrando a ex, em Maringá

Câmera de segurança registra homem sequestrando e empurrando a ex, em Maringá

Cirino afirmou à Polícia Civil que é uma boa pessoa e não agrediria a ex-companheira se estivesse consciente.

“Em sã consciência, eu jamais faria isso. Ela sabe o quanto eu a amo, em sã consciência o quanto eu queria tratamento, ela sabe o quanto eu me prejudico por causa dessas drogas. […] Ela sabe, a família dela sabe que eu sou bom, que eu não sou esse monstro, só que infelizmente o que está acabando comigo, me destruindo, é essa droga.”

De acordo com o delegado Luis Alves, o caso será encaminhado à Delegacia da Mulher.

A princípio, o suspeito foi indiciado por sequestro, cárcere privado, lesão corporal, ameaça, perseguição, violação da medida protetiva, resistência e crime contra a dignidade sexual.

A defesa do suspeito disse que é cedo para se manifestar e que, no momento, o mais importante é a manutenção da saúde de Cirino, que foi ferido pela polícia durante abordagem e é dependente químico.

Câmera flagrou mulher sendo empurrada — Foto: Câmera de segurança

Câmera flagrou mulher sendo empurrada — Foto: Câmera de segurança

O casal ficou junto por cinco anos e havia se separado em outubro de 2021. Segundo a vítima, desde o começo do relacionamento Cirino era abusivo.

A vítima disse à RPC que, com o passar do tempo, começou a perceber que sofria violência psicológica. Entretanto, acreditava que podia contornar as situações que vivia.

Até que, no fim do ano passado, ela sofreu agressões físicas no local de trabalho.

Rafael Cirino está preso preventivamente nesta quinta-feira (3).

Polícia Civil orienta que mulheres denunciem crimes de violência — Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS

Polícia Civil orienta que mulheres denunciem crimes de violência — Foto: Giuliano Gomes/PR PRESS

O caso aconteceu em um salão de beleza. Em entrevista à RPC, a ex-companheira do suspeito disse que achou que não iria sobreviver.

“Ele invadiu o salão, me empurrou e me levou para o carro. No meio do caminho ele falava: ‘hoje você vai morrer, você acabou com a minha vida.’ Eu estava com o cinto de segurança, mas toda vez ele tirava meu cinto e corria muito na rodovia. Ele ia para cima dos carros, foi por Deus. Naquele momento achei que ia morrer. Eu tinha certeza que eu ia morrer.”

Câmeras de monitoramento

Nas imagens é possível ver que o homem, Rafael Cirino, abriu a porta e foi em busca da ex-companheira. Ele a retirou do local com empurrões e a obrigou entrar no carro. Assustada, a vítima tentou se afastar, mas é novamente empurrada.

Em depoimento à polícia, a vítima disse que estava sendo empurrada com força e que foi agredida dentro do carro. Ela contou ainda que foi levada para um motel, onde foi obrigada a fazer sexo.

A polícia foi chamada por uma colega de trabalho da vítima assim que os dois deixaram o salão de beleza. Segundo o delegado Luis Alves, parentes da mulher convenceram o homem a levá-la para casa.

No momento em que os dois chegaram, a polícia estava no local e conseguiu prender o suspeito. O delegado afirmou que houve resistência.

Segundo a Polícia Civil, esta não foi a primeira vez que a vítima foi agredida no local de trabalho. A primeira foi em dezembro de 2021, depois que os dois se separaram.

Conforme as investigações, à época, a mulher se escondeu na cozinha do salão. Ainda assim, ele invadiu o local e a agrediu com socos.

Depois disso, a mulher conseguiu uma medida protetiva contra o ex-companheiro.

Em 2018, o homem já havia sido condenado pelo crime de violência doméstica.



Fonte: G1


03/03/2022 – Rota do Sol FM

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