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Homem que matou adolescente em festa clandestina é condenado a mais de 19 anos de prisão, em Maringá | Norte e Noroeste


Júri popular em Maringá, no norte do Paraná, condenou nesta terça-feira (5) o homem que matou uma adolescente e deixou outro rapaz ferido em uma festa clandestina, em novembro de 2020.

Luiz Gustavo Xavier Alves foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão por homicídio e tentativa de homicídio, com a qualificadora de não ter dado chance de defesa às vítimas. A defesa disse que vai recorrer da decisão.

Ele é acusado de efetuar os disparos que mataram Ingrid Vitória, de 15 anos. A jovem foi baleada na cabeça. Os tiros também atingiram um outro rapaz no pescoço.

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O júri popular durou cerca de oito horas. Sete jurados, dois homens e cinco mulheres, chegaram ao veredicto de que o réu é culpado.

Desde o começo das investigações, o réu nega que tenha atirado contra a vítima. A defesa afirma que Luiz Gustavo estava na festa, mas que ele não efetuou disparos de arma de fogo. A arma usada no crime nunca foi encontrada pela polícia.

A defesa argumentou não haver materialidade para a condenação e afirmou também que testemunhas se contradisseram.

As investigações indicam que o alvo do acusado seria o rapaz baleado no pescoço, e não a adolescente. Segundo o Ministério Público, testemunhas reconheceram o acusado.

Luiz Gustavo foi acusado de homicídio duplamente qualificado – por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima – além de tentativa de homicídio contra um rapaz que foi baleado no pescoço.

O rapaz foi o primeiro a ser ouvido no julgamento. Ele afirmou que se desentendeu com Luiz Gustavo há alguns anos e que o réu chegou na festa atirando.

Ao todo, sete testemunhas foram ouvidas no julgamento.

Ingrid Vitória morreu após ser baleada na cabeça em Maringá — Foto: Arquivo pessoal

Ingrid Vitória morreu após ser baleada na cabeça em Maringá — Foto: Arquivo pessoal

Ingrid Vitória estava no evento clandestino acompanhada por parentes, segundo a polícia. A família diz que ela e os demais familiares não participavam da festa, mas que tinham saído para dar uma volta e pararam no local ao encontrarem conhecidos.

A adolescente conversava com algumas pessoas conhecidas quando foi baleada na cabeça. Ela foi socorrida pelo pai e levada de carro até o encontro de uma ambulância do Corpo de Bombeiros.

A menina não resistiu e morreu dentro da ambulância.

“Ela era minha única menina, me ajudava em tudo. Levaram um pedaço de mim. Tá sendo bem difícil continuar sem ela”, disse a mãe de Ingrid, Valéria Marques.



Fonte: G1


05/07/2022 – Rota do Sol FM

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