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Hospital Municipal de Ponta Grossa é interditado por determinação da vigilância sanitária; reforma prevista não tem data para começar


O Hospital Municipal de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, está interditado nesta segunda-feira (4). Conforme a prefeitura, o fechamento ocorreu após determinação da vigilância sanitária, para que o local seja reformado.

Os pacientes internados foram transferidos, na sexta-feira (1º), para unidades hospitalares de Curitiba, Castro e Campo Largo, segundo a prefeitura.

De acordo com o município, a unidade precisa passar por reformas nas partes elétrica e hidráulica, além do telhado. O município não divulgou a previsão para custo ou prazo para início e término das obras.

“Eu não tenho uma data clara de quando esse processo se inicia e tão pouco uma data para que a gente possa falar em quantos meses o hospital voltará a atividade”, disse o secretário de Saúde, Rodrigo Manjabosco.

Manjabosco informou ainda que não é possível realizar a reforma com pessoas no local, pois a vigilância sanitária não permite, já que isso poderia colocar em risco os pacientes, como em situações de falta de água e energia.

Telhas começaram a ser retiradas do Hospital Municipal de Ponta Grossa — Foto: Valdecir Galvan/RPC

Telhas começaram a ser retiradas do Hospital Municipal de Ponta Grossa — Foto: Valdecir Galvan/RPC

No prédio, que tem cerca de 45 anos, eram realizadas 140 cirurgias por mês, sendo ortopédicas de média complexidade e gerais.

Segundo a prefeitura, o hospital também fazia mais de 1 mil atendimentos por mês no pronto-socorro.

O secretário de Saúde informou ainda que os 380 servidores que trabalhavam no hospital serão remanejados.

“Se você quebrasse uma perna e precisasse de um gesso, éramos nós que fazíamos aqui. Agora não vai ter um ambulatório para receber esse paciente. Se você precisasse de uma cirurgia, eles vinham para cá para serem avaliados para uma cirurgia e, agora, não tem mais. Aqui precisa de reforma? Precisa, sim. Porém, porque não fazer aos poucos?”, disse a enfermeira Alboni Coelho da Mota.

O centro cirúrgico do Hospital Municipal, que realizava seis cirurgias por dia, já havia sido fechado em 15 de março para a reforma prevista.

Segundo o hospital, cerca de 70 pacientes ficavam internados por mês nos leitos clínicos da unidade.

De acordo com o secretário de Saúde, para a realização da reforma, a pasta precisa seguir três procedimentos.

O primeiro foi a transferência dos pacientes para a rede conveniada com o governo do Paraná. O segundo é a realocação dos funcionários do hospital.

“Os meus profissionais que estavam no hospital serão realocados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou serviços da Fundação Municipal de Saúde”, disse.

A última e terceira etapa, conforme o município, será de desmobilização dos equipamentos do hospital.

“Nós temos equipamentos ali que precisam ser revisados, desmontados e guardados para um posterior uso. Feito isso, só a nossa equipe de engenharia entra no hospital para fazer as averiguações necessárias e confirmar as informações e validar se o orçamento que foi feito realmente é compatível com o que está no hospital. Feito isso, faremos um processo licitatório para reforma,” explicou o secretário.

Após a reabertura da unidade, que não tem data prevista, o prédio poderá oferecer outros tipos de atendimentos, que serão definidos pelo governo estadual.



Fonte: G1


04/04/2022 – Rota do Sol FM

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