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Joni Correia, candidato ao governo do Paraná, é entrevistado pela RPC | Eleições 2022 no Paraná


Ainda conforme o candidato, se eleito, fará um governo pautado pelos valores da “família cristã paranaense”. Isso também vale, segundo o candidato, na escolha da equipe de governo.

“Se elas não tiverem os nossos valores, os princípios da família de bem paranaense, elas não estarão no comando do estado, por melhor e mais qualificação técnica que elas sejam”. Confira a íntegra da entrevista abaixo.

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A participação do candidato faz parte de uma série de entrevista com os cinco candidatos ao Governo do Paraná mais bem colocados na pesquisa Ipec, divulgada em 23 de agosto. Ana Carolina, Wilson Soler e Carolina Wolf questionam os políticos sobre temas relevantes para o futuro do estado, ao vivo, no Meio Dia Paraná, a partir das 11h45, com transmissão do g1.

Cada entrevista tem duração de 20 minutos. Confira a ordem dos entrevistados definida por sorteio:

  • 12/09 – Joni Correa (DC) – Veja como foi.
  • 13/09 – Roberto Requião (PT)
  • 14/09 – Professor Ivan (PSTU)
  • 15/09 – Ratinho Júnior (PSD)
  • 16/09 – Professora Ângela (PSOL)

Confira a entrevista na íntegra:

Assista à integra da entrevista do candidato ao governo do Paraná Joni Correia (DC) à RPC

Assista à integra da entrevista do candidato ao governo do Paraná Joni Correia (DC) à RPC

MDPR: No seu plano de governo, você faz clara expressão sobre a questão da escola sem partido, escola sem ideologia. É algo que você prega na parte de educação. Quando se trata de cultura, há uma clara questão de se incentivar manifestações culturais, mas de acordo com as premissas do seu partido, o Democracia Cristã. Isso não é uma incoerência, candidato? Levando-se em conta que a ideologia do seu partido então vai influenciar questões culturais, mas na escola não haverá ideologia.

Joni Correia: Não, de maneira alguma. Primeiro, eu gostaria de falar o porquê eu sou candidato ao governo do estado do Paraná. Eu tenho uma empresa de consultoria, sou Joni Correia, tenho 45 anos. Sou casado com a Fernanda, sou o pai do João Guilherme. Tenho uma empresa de consultoria, viajo o Brasil todo, atendendo empresas de micro potencial, grande potencial, multinacional.

Em uma dessas viagens, eu estava em Chapecó, atendendo uma dessas empresas, e na frente dessa empresa tinha uma Polícia Federal e tinha um senhor, que apresentava uns 55 anos, chorando de uma maneira que mexeu muito comigo. Eu atravessei a rua, fui conversar com esse senhor e, até de uma maneira egoísta, eu me vi naquela pessoa. Ela me segurou no braço e disse: “Quando eu podia ter feito alguma coisa eu não fiz, quando eu podia ter feito, eu não fiz nada”.

Resumo da história: essa pessoa tinha acabado de chegar da Venezuela, tava indo na Polícia Federal para acertar sua documentação, porque ela estava buscando uma oportunidade de emprego nos frigoríficos e abatedouros do oeste catarinense. Aquilo mexeu demais comigo, eu me vi naquela situação e falei: “Eu preciso fazer alguma coisa”.

No outro dia, eu estava em Curitiba, tive que sair de madrugada para ir para São Paulo em uma reunião. Cheguei em São Paulo pela manhã para essa reunião e esse empresário não pôde me atender. Quando desliguei o telefone, meu telefone tocou. Era o secretário-geral do Democracia Cristã, me chamando para conversar. Eu falei que estava em São Paulo e eu saí de lá como presidente estadual do Democracia Cristã.

E aí, o que vamos fazer, em um ano pré-eleitoral? Eu fui atrás de pessoas com valores, com princípios. Não fui atrás de pessoas com voto para eleger dois, três deputados, e ficar negociando com governo a respeito de secretaria, de poder. Eu fui atrás dos princípios e valores que eu fui criado em Cornélio Procópio, na cidade onde nasci, tenho muito orgulho, sou pé vermelho, sou bicho do Paraná.

E esse movimento foi crescendo. Comecei a correr o estado todo e comecei a ouvir muito mais do que falar. E o que o Paraná está falando é que não está contente com a atual gestão. Está assustado com a gestão que está querendo retornar. E esse foi o motivo que nós começamos a buscar um candidato a governador do nosso partido. Comecei a falar com várias pessoas e todas essas pessoas que eu falei me perguntaram: “Joni, quanto de dinheiro você tem?”.

Eu falei: “Eu não tenho nada”. E essas pessoas foram saindo. Foi quando em uma reunião com meus amigos, eles fizeram um card, e colocaram na internet, me lançando candidato ao governo do estado do Paraná. E isso foi crescendo, e hoje Deus me colocou aqui, uma oportunidade única para falar no coração da família de bem paranaense.

Independente de projetos, de ação, de planos de governo, nosso compromisso é única e exclusivamente com a família de bem paranaense. Não temos compromisso com grandes grupos políticos, empresariais. Nosso compromisso é com você.

MDPR: A escola sem partido faz parte do seu plano de governo, mas na cultura vocês falam em incentivar a cultura baseada em premissas do seu partido, Democracia Cristã, o que parece uma incoerência.

Joni Correia: Não é incoerência, porque a premissa do meu partido vai única e exclusivamente em cima da família. Quando você fala em escola sem partido… Nós vimos agora, há uns dez dias, um professor colocando um vídeo do ex-presidiário dentro da sala de aula. Esse tipo de coisa, esse tipo de influencia, nos não permitiremos dentro da escolas estaduais no Paraná.

Coisa que ofende realmente a família de bem. Nós estamos em um estado conservador e cristão. Quem não quiser se enquadrar dentro disso, que se mantenha no estado, mas toque a sua vida. Nos não vamos governar o estado do Paraná, eu estarei servindo o estado do Paraná e as pessoas de bem paranaenses. Dentro da escola isso vai se refletir perfeitamente.

MDPR: Mas na cultura, a ideologia de vocês vai se impor na cultura?

Joni Correia: Não é questão de ideologia. Se você fala que a ideologia do partido é cristã, conservadora, e nós não queremos “todes”, “amigues”, não queremos que minha sobrinha vá no mesmo banheiro que um rapaz, é essa ideologia então que nós vamos implementar na cultura do Paraná. Porque ficar fazendo essa sacanagem, sem roupa, manifestação com crucifixo colocados em órgãos genitais, esse tipo de coisa no nosso estado não terá.

MDPR: No mesmo plano de governo há a seguinte frase: “É um partido cristão e assim o Estado será norteado pelos Valores Cristãos”. Mas a Constituição prevê um estado laico, inclusive com a liberdade religiosa. Como será o relacionamento do seu governo com pessoas declaradamente não-cristãs?

Joni Correia: Cada um decide o que quer da própria vida. Nós não podemos deixar essas pessoas, que não são cristãs, ofenderem a maioria. Isso tem acontecido. É só vocês pegarem os modelos das manifestações que estamos tendo no 7 de setembro e como era feito antigamente. Essas pessoas que quebravam as coisas, que tacavam fogo na nossa bandeira, artistas que ficam sambando em cima de uma imagem nacional, essas pessoas não são cristãs e nós não vamos servir essas pessoas. Essas pessoas têm todo o direto a trabalhar, a se desenvolver, a fazer o que elas quiserem. Mas eu, estando à frente do estado, não servirei essas pessoas. Eu vou servir a família de bem paranaense. Vagabundo, marginal, vai ter a força da lei.

Nossas forças policiais têm que ser respeitada pela família de bem, mas temida pelos bandidos, marginais. Esse é um governo firme que vai trabalhar duramente com o crime organizado. Se alguém do crime organizado estiver escutando, pode preparar sua saída do estado do Paraná, porque terá um pulso firme e forte quando o assunto for segurança pública.

MDPR: A gente tem um levantamento que o número de civis mortos em confrontos com a Polícia Militar vem aumentado ano a ano. Foram 405 mortes no ano passado, quatro vezes mais do que em 2010. Só no primeiro trimestre deste ano morreram 123 pessoas em confrontos com a PM. Uma média mensal ainda maior do que no ano passado. Para contextualizar, em abril deste ano, a OAB, junto com o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Universidade Federal do Paraná, entregaram um oficio ao governo do Estado sugerindo a adoção de câmeras nas fardas e também nos carros da Polícia Militar para tentar diminuir essas mortes em confrontos. Se o senhor for eleito, o senhor pretende adotar o uso de câmeras nas fardas dos policiais militares?

Joni Correia: De maneira alguma. Câmera então a gente tem que colocar nos deputados para ver o que eles negociam no gabinete, vamos ter que colocar em alguns secretários para ver o que eles negociam com alguns empresários. A Policia Civil e Polícia Militar têm toda a nossa garantia de trabalho efetivo porque, inclusive, elas têm prerrogativa de lei para estar fazendo o que estão fazendo. Dentro daquela farda tem um pai de família, uma mãe de família. Se morreu tantas pessoas assim, pode ter certeza que não chegou ninguém com florzinha para cima da polícia não. Polícia tem que ser ostensiva.

O policial hoje que faz alguma coisa nesse sentido ele fica preocupado porque ele vai ter que pagar advogado porque nem advogado o estado dá para ele.

MDPR: Então uma câmera não daria a ele inclusive a prova de que ele agiu conforme as determinações da polícia?

Joni Correia: De maneira alguma. Tem câmera no ônibus. E evita algum assalto? Se fosse evitar alguma coisa, teríamos câmeras para tudo que é lugar. Esse tipo de coisa não funciona.

O que funciona é um policial bem preparado, com armamento de qualidade. Não que faça licitação igual o estado fez e tenha que devolver armamento. Não como o estado que compra um armamento e não compra um coldre que sirva naquele armamento para o policial. Eu tenho rodado o estado todo e tem cidade com policiamento nenhum. É uma vergonha o que eles estão fazendo com a nossa população. A segurança pública no Paraná, tanto a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Polícia Penal, é terrível o que esses guerreiros estão fazendo, que colocam a vida em risco por nós.

Essas pessoas saem de casa sem saber se vão voltar. O que eu tenho recebido de apoio de policias civis e militares que estão na ativa ou na reserva é brutal. Porque não foi só nesse governo não. O governo anterior também não repassou os valores, a data-base que todo policial precisa.

Estão comprando carros, caminhonetes e não tem ninguém para dirigir. Eu estou andando no interior e quando eu bati em um batalhão tinha um policial que saiu para me receber, que saiu assustado.

E três carros lá no fundo porque ele não pode deixar na frente do batalhão porque não tem segurança na frente do batalhão. E não precisa fazer igual fizeram em Guarapuava, de metralhar todo mundo. Se um vagabundo roubar um botijão de gás, sabe o que ele tem que fazer? Ele tem que prender, colocar em um carro, andar a mais de 68 km para levar em uma delegacia e torcer para ter alguém lá.

E essa cidade fica três horas, três horas e meia, desguarnecida sem um policial. Isso nunca mais vai acontecer no estado do Paraná. Quero voltar a colocar minha cadeira na frente da minha casa em Cornélio Procópio e jogar bola com meu filho, coisa que hoje não posso fazer.

Joni Correia em entrevista à RPC. — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

Joni Correia em entrevista à RPC. — Foto: Giuliano Gomes/PR Press

MDPR: No seu plano de governo o senhor fala que pretende colocar Guardas Municipais nas cidades com até 50 mil habitantes. Isso não seria uma atribuição das prefeituras? Como que o senhor vai administrar essa situação? Vai obrigar a criação das Guardas Municipais ou vai financiar essa criação nos municípios menores?

Joni Correia: O que eu quero deixar claro é que o nosso plano de governo não é algo definitivo. Nessa caminhada isso nós construímos ouvindo a família de bem paranaense. Não quer dizer que tem coisas que nós não iremos mudar amanhã, depois de amanhã, inclusive com a própria sugestão sua. O que podemos deixar muito claro é que tudo vai ser feito para a família de bem paranaense. Vamos colocar secretários técnicos, lógico, em cada lugar.

Nós temos aqui, fui pegar semana passada no Instituto de Engenharia do Paraná. Inclusive o GRPCOM assinando esse documento que eu recebi. Ali tem o governo do estado para os próximos 30 anos. Se alguém pegar essa cartilha e colocar os técnicos para desenvolver, vamos evitar o problema do estado gigantemente.

O que estamos discutindo aqui são as pessoas que vão estar no comando. Se elas não tiverem os nossos valores, os princípios da família de bem paranaense, elas não estarão no comando do estado, por melhor e mais qualificação técnica que elas sejam. Isso que estamos discutindo aqui nessa eleição.

Hoje todos sabem que sou o único candidato de direita do Paraná. O atual governador é de centro esquerda, o Requião é de esquerda declaradamente, é petista. O restante dos partidos estão em volta dele. É uma grande composição do “eu bato em você, você bate em mim” e eles estão achando que a eleição está definida, mas quem decide a eleição é você em casa, é você chefe de família, dona de casa.

Nós temos 20 dias, não para ir para o segundo turno, mas para ganharmos a eleição no primeiro turno, em nome da família de bem paranaense.

MDPR: Vocês estão sugerindo a criação de uma paraestatal para cuidar dos pedágios. No entanto a concessão dos pedágios já foi devolvida para o governo federal, isso foi aprovado na Assembleia, o que de fato já foi inclusive aprovado na ANTT. Como que o senhor pretende administrar isso? Criar uma nova empresa pública para cuidar disso? Qual é a sua proposta?

Joni Correia: São duas coisas. Primeiro, tem coisas da legislação que é a cargo do município e coisas do governo federal. Tenho certeza absoluta que se a pessoa de bem paranaense tiver interesse, é dever sim do governador.

É dever sim do governador arrumar recurso para colocar no município para ter a sua Guarda Municipal, é dever do governador brigar com os ministros, chamar os seus deputados federais para sentar junto com o presidente da república e julgar algo necessário para o povo paranaense, para a família de bem.

A questão dos pedágios, vamos sim criar uma paraestatal. Se for pegar só a questão do pedágio, não dá para entender como uma pessoa em sã consciência votaria em uma pessoa que falou durante 10 anos que o pedágio ou abaixa ou acaba, e não aconteceu. Ou em uma pessoa que já falou que vai construir mais 15 praças de pedágio. Não é possível a população paranaense estar pensando em votar em uma dessas duas pessoas quando o assunto é só pedágio. Se nós falarmos de funcionalismo público, segurança, saúde, segurança jurídica, aí esquece.

Mas voltando ao pedágio, criaremos uma paraestatal. Como que vai funcionar? O dinheiro entra nessa paraestatal e vamos pagar por serviço prestado. A pessoa vai entrar na ambulância, prestou o serviço, vai receber pelo serviço prestado. Cortou a grama? Vai receber pelo serviço prestado. Fez a pintura da pista? Fez o recape? Recebeu por aquilo lá. Não vai ter mais essa festa de amigo de politico que fica financiando campanha de todo mundo e todo mundo sabe porque vocês estão mostrando todo dia essa festa com nosso dinheiro.

O valor do pedágio, vamos pegar aí o do litoral, que era R$ 20, quase R$ 30. Vai ser um valor justo, de R$ 3,50, R$ 4.

MDPR: Seria um pedágio de manutenção?

Joni Correia: Única e exclusivamente para manutenção. Um pedágio para ter um lugar para o amigo caminhoneiro estar parando, tomando seu banho descende, tendo lugar seguro para deixar seu caminhão, para ter um lugar seguro para a hora que ele for no Porto de Paranaguá. Para não acontecer aquelas vazadas, famosas vazadas que tiram toda a carga que eles estão transportando. E ainda o irmão caminhoneiro é obrigado a pagar uma multa porque está degradando o meio ambiente.

Você irmão caminhoneiro: isso não vai mais acontecer contigo. E se acontecer, no nosso governo, você vai ser indenizado, não vai ser multado, vai ser indenizado, porque esse é única e exclusivamente o dever do estado, a sua segurança.

MDPR: E a questão de duplicação e as obras que as nossas estradas precisam?

Joni Correia: Nossas estradas precisam de obras, sim. Nós temos o IPVA. O IPVA, inclusive, no Paraná vai ser reduzido. Nós temos uma alta taxa de inadimplência do IPVA. Se você pegar carros de alto custo, o pessoal tem apartamento em Santa Catarina, ai ele vai lá, pega um carro de R$ 600 mil, emplaca com a placa de Santa Catarina e paga quase 60% a menos de imposto. E não é possível que ninguém tá enxergando isso. Não é possível que esse governo esteja novamente ajudando o estado de Santa Catarina.

Por que o pedágio? Eu estava esses dias em São Paulo. O pedágio estava R$ 3,30 em Campina Grande do Sul. Por que o pedágio de Campina é R$ 3,30, na Régis Bittencourt, e no pedágio aqui era quase R$ 30?

MDPR: O senhor tem um minuto para as suas considerações finais.

Joni Correia: O ambiente é tão bom que passa tão rápido. A gente agradece demais. O recado é para você, que está ai em casa: a família de bem paranaense.

Preciso da sua ajuda, do seu voto, que você compartilhe no WhatsApp, no Facebook, as nossas propostas, nosso posicionamento cristão, à família de bem paranaense. Porque esse é um caminho que Deus colocou para mim e eu gostaria que você fizesse esse caminho junto comigo, porque esse caminho nos levará muito além da nossa vitória. A vitória da família de bem paranaense. Fiquem com Deus. Joni Correia está sempre aqui para servir você, irmão paranaense. Muito obrigado.

VÍDEOS: Entrevista de Joni Correia à RPC



Fonte: G1


12/09/2022 – Rota do Sol FM

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