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Justiça adia julgamento de pai e avó acusados no envolvimento da morte de Eduarda Shigematsu


O julgamento dos acusados no envolvimento na morte de Eduarda Shigematsu em Rolândia, no norte do Paraná, foi adiado para 26 de maio de 2022, no fórum do município.

Eduarda foi encontrada morta, enterrada no fundo de uma casa que pertence ao pai dela, em abril de 2019. À época, a vítima tinha 11 anos.

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O pai da vítima é Ricardo Seidi, que está preso desde o crime. Em depoimentos prestados à Justiça, ele confessou que ocultou o corpo da filha, mas negou que tenha assassinado a criança.

Disse que encontrou a filha morta em um quarto da casa e que o desespero o levou a enterrar o corpo.

Seidi ainda disse à Justiça que enganou a mãe e não contou sobre a morte da menina ou sobre a ocultação do corpo. Afirmou que a mãe fez o Boletim de Ocorrência sobre o desaparecimento da menina porque ele não contou a verdade.

Eduarda Shigematsu foi encontrada morta em abril de 2019 em Rolândia — Foto: Reprodução/RPC

Eduarda Shigematsu foi encontrada morta em abril de 2019 em Rolândia — Foto: Reprodução/RPC

O júri estava marcado para 24 de março, mas foi adiado porque o Ministério Público do Paraná (MP-PR) disse que uma das testemunhas, considerada essencial, não havia sido intimada.

A defesa de Terezinha também pediu que o julgamento fosse remarcado, porque queria substituir uma testemunha.

Já a defesa de Ricardo Shigematsu, pediu no processo o adiamento do julgamento porque houve troca de advogados e não haveria tempo hábil para que estudassem o processo.

Com a mudança, o sorteio dos 25 jurados também foi remarcado, será no dia 2 de maio.

O pai de Eduarda será julgado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

A avó paterna de Eduarda, Terezinha de Jesus Guinaia, chegou a ficar presa por quase dois meses, recebeu autorização da Justiça e atualmente responde ao processo em liberdade.

Ela é processada por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Segundo a denúncia do Ministério Público, ela teria alterado informações e prejudicado as investigações.

Na análise da denúncia, o juiz de primeira instância decidiu por não pronunciar a avó, por considerar improcedente as alegações contra Terezinha.

No entanto, a Procuradoria Geral de Justiça entrou com recurso junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) que revisou a decisão do magistrado de Rolândia e definiu que Terezinha seja julgada pelo Tribunal do Júri.



Fonte: G1


22/02/2022 – Rota do Sol FM

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