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Justiça do Trabalho determina pagamento de benefícios para funcionários do transporte coletivo de Londrina


A Justiça do Trabalho de Londrina, no norte do Paraná, determinou que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) repasse, em até 15 dias, quase R$ 2 milhões às duas empresas responsáveis pelo transporte público da cidade. Os funcionários do serviço estão em greve nesta quarta-feira (2).

Conforme decisão divulgada em audiência, nesta quarta, após a transferência do município, a TCGL e a Londrisul deverão pagar, em até cinco dias, os valores referentes à participação de lucros e parte do vale-alimentação aos funcionários.

Com a determinação, o sindicado decidiu apresentar a proposta aos trabalhadores. A suspensão ou não da greve será votada na quinta-feira (3), das 6h às 7h.

De acordo com o diretor de transporte da CMTU, o município cumprirá com a determinação da Justiça para o pagamento do PPR de 2021 e incremento do vale-alimentação de julho a dezembro de 2021 dos funcionários.

“Diante de nova recusa das empresas, houve uma determinação do juiz de que se proceda nos termos que a prefeitura vinha propondo para que fosse evitada essa paralisação para que os trabalhadores e a população como um todo não tivesse prejuízo. Nós vamos cumprir a decisão porque segue o que já estamos tentando fazer há mais de uma semana”, disse.

A Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) informou que não irá se manifestar sobre a decisão.

O g1 entrou em contato a Londrisul e aguarda retorno.

A paralisação ocorre diante do impasse com o pagamento da participação nos lucros dos trabalhadores dos ônibus e com diferenças no valor do vale-refeição, que totalizam R$ 300.

Os depósitos deveriam ter sido feitos até segunda-feira (28) e não ocorreram. As empresas alegaram que salários estão em dia, mas que não têm dinheiro em caixa para estes outros benefícios.

Durante a pandemia o transporte coletivo perdeu passageiros e a arrecadação com passagens diminuiu.

A Prefeitura de Londrina tem repassado dinheiro de impostos para cobrir os custos do serviço. Em 2021, foram mais de R$ 20 milhões.

Agora, em 2022, os vereadores aprovaram projeto da prefeitura que permitiu a redução de R$ 4,25 para R$ 4 nas passagens.

Além disso, autorizou o município a fazer novos repasses, de cerca de R$ 25 milhões. É com parte desse dinheiro, que as empresas dizem que vão pagar os valores cobrados pelos trabalhadores.

O risco de paralisação vinha sendo discutido desde o inicio de fevereiro. Por isso, as empresas alertaram a CMTU sobre a necessidade do pagamento do reequilíbrio econômico-financeiro do contrato do transporte coletivo.

O contrato prevê que é obrigação da prefeitura ajudar a cobrir despesas quando o arrecadado com passagens não cobre os custos.

Em uma reunião, na última segunda-feira, a proposta era depositar parte do valor e atender as reivindicações dos trabalhadores, mas as empresas exigem o depósito integral.

Na ocasião, a prefeitura alegou que ainda está fazendo cálculos e não deu prazo para o pagamento total.

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Fonte: G1


02/03/2022 – Rota do Sol FM

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