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Maria Fumaça de Ponta Grossa tem peças de bronze furtadas e é alvo de vandalismo e depredação


A Maria Fumaça, símbolo da história de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, tem sido alvo de furtos de peças de bronze e também de depredação e vandalismo.

Conhecida como 250, a locomotiva está exposta a céu aberto desde setembro de 2019, quando foi restaurada pelo Exército Brasileiro junto a empresários da cidade.

Ela está exposta no Parque Ambiental da cidade.

Segundo moradores, itens de bronze, como canos e o símbolo 250 que a identificava, e peças que ficavam do lado de dentro da cabine da máquina foram levados.

Até mesmo a placa de acrílico que contava a história da locomotiva no local sumiu.

Não há câmeras de segurança, segundo a prefeitura, na plataforma onde a Maria Fumaça está exposta.

“Um povo sem história é um povo sem nada, é um povo oco. Então a gente vê que onde existe uma preservação da história, as pessoas crescem, as pessoas visitam. Eu vejo tirarem foto nessa máquina e comentarem o estado. Então solicitar que tenha mais amor por aquilo que foi deixado pelos avós, que preservem mais”, comentou uma moradora.

Sobre os furtos, a prefeitura afirmou que vai colocar câmeras de segurança para fazer o monitoramento, mas não deu prazo para a ação.

Em 2020, a prefeitura estudou a transferência da Maria Fumaça para a Estação Saudade por causa dos estragos causados pela ação do tempo.

No local, é possível perceber os danos na estrutura da Maria Fumaça. Pelo efeito da chuva e do sol, as áreas de madeira da locomotiva estão danificadas, inclusive o teto, e apresentam tinta descascada.

  • Maria Fumaça pode ser retirada do Parque Ambiental diante de danos causados pela ação do tempo

Por meio de nota, a Prefeitura de Ponta Grossa afirmou que aguarda um posicionamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para autorização da mudança de local.

A locomotiva a vapor foi construída em 1940. Em 1997, ela foi reformada pela prefeitura, e em 2013, foi tombada como patrimônio cultural municipal.

A locomotiva começou a ser construída pelo engenheiro Edwaldo Krüger, mas com a morte dele, em 1936, a conclusão da montagem da locomotiva ficou sob responsabilidade do filho do engenheiro, Germano Krüger.

Em 1940, a Maria Fumaça 250 começou a transportar cargas e passageiros e, em 1972, foi substituída por máquinas mais modernas, movidas a diesel.

Com a extinção da Rede Ferroviária, a locomotiva foi repassada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que a cedeu para a Prefeitura de Ponta Grossa.



Fonte: G1


08/02/2022 – Rota do Sol FM

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