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Moradores reclamam de lotação e longa espera no Pronto Atendimento Infantil, em Londrina


Moradores têm reclamado da lotação e longa espera por atendimento no Pronto Atendimento Infantil (PAI) de Londrina, no norte do Paraná.

Nesta terça-feira (12), o local ficou cheio e alguns pacientes aguardaram do lado de fora mesmo com chuva. Um pai relatou esperar 12 horas por um atendimento.

A mãe Suelen levou o filho com bronquite até o pronto atendimento. Segundo ela, como o lugar estava lotado, foi preciso aguardar com a criança do lado de fora mesmo com chuva.

“É um descaso com a população. Eles estão trabalhando com criança, não com animal. […] É difícil, chega a cortar o coração. Se eu tivesse dinheiro suficiente para poder pagar um convênio particular com certeza eu pagaria, mas eu não tenho. Eles preferem deixar a criança aqui fora, jogada. E se acontece uma coisa pior com o meu filho e ele morre?”, disse.

Crianças PAI pronto atendimento londrina — Foto: RPC/Reprodução

Crianças PAI pronto atendimento londrina — Foto: RPC/Reprodução

O Pronto Atendimento Infantil é o único que atende crianças de até 11 anos 24 horas por dia, em Londrina.

Segundo a prefeitura, a unidade conta com 32 pediatras, sendo que trabalham de quatro a cinco por plantão.

Desse total, 23 deles são médicos plantonistas da rede municipal e outros 10 são cedidos pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar).

“A gente observa um aumento muito grande da demanda, a procura pelo PAI tem crescido. Então existe, sim uma sobrecarga”, disse o pediatra que atua no PAI, Mario Utiamada.

Nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), trabalham 23 profissionais para atendimento da atenção primária. Em algumas unidades não há pediatras diariamente.

O secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, atendeu o convite da vereadora Mara Boca Aberta (Pros), nesta terça-feira, e prestou esclarecimentos sobre os atendimentos no PAI na Câmara Municipal.

Conforme o secretário, a expectativa é de que em até 30 dias seja publicada uma licitação para escolher uma empresa que contratará mais pediatras.

“Devemos encaminhar nesta semana para análise da Secretaria Municipal de Gestão Pública e, posteriormente, para a procuradoria geral do município, uma solicitação de contratação de horas médicas para a pediatria voltada ao Pronto Atendimento Infantil. Estamos estimando 2 mil horas médicas por mês, o que equivale a 20 profissionais pediatras para contratação imediata.”

Outra ação adotada pelo município será integrar à rede, de forma temporária e emergencial, uma equipe de médicos residentes em Medicina de Saúde e Comunidade.

Secretário municipal de Saúde prestou esclarecimentos sobre o PAI aos vereadores de Londrina — Foto: Devanir Parra/CML

Secretário municipal de Saúde prestou esclarecimentos sobre o PAI aos vereadores de Londrina — Foto: Devanir Parra/CML

Conforme os dados da secretaria, o atendimento na unidade aumentou 77,4% se comparado o período entre 28 de fevereiro e 6 de março, com os atendimentos de 28 de março a 3 de abril.

A demora por atendimentos na unidade também aumentou em abril, com espera, em média, de quatro horas e oito minutos pela consulta, segundo o secretário.

O levantamento indica ainda que a maior parte dos atendimentos foi de casos de resfriados e gripe.

Durante a visita aos vereadores, Machado reforçou que há poucos médicos pediatras e que se interessam em trabalhar no pronto atendimento.

Conforme Machado, desde o início da gestão do prefeito Marcelo Belinati (PP), a prefeitura realizou quatro testes seletivos para a contratação de pediatras.

Na última seleção, por exemplo, havia oito vagas. Entretanto, apenas um profissional teve a inscrição deferida e não houve aprovados, segundo o município.

Pronto Atendimento Infantil tem 32 pediatras, em Londrina — Foto: Devanir Parra/CML

Pronto Atendimento Infantil tem 32 pediatras, em Londrina — Foto: Devanir Parra/CML

De acordo o representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em Londrina, Milton Macedo de Jesus, a unidade não é suficiente para receber a demanda das crianças da cidade e, por isso, é preciso descentralizar o atendimento em outros pontos de Londrina.

“Não oferecer atendimento de modo descentralizado fica muito difícil para o gestor ter um atendimento sem filas e adequado”, disse.

Para o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, a estrutura oferecida é ideal e não há possibilidade de ter um novo local para atender as crianças.

“Nós só íamos dividir a demanda, não é uma situação resolutiva. Pelo contrário, vou protelar o problema. Nós temos hoje nas unidades de saúde, o que não foi uma realidade por muitos anos, todas com referências de pediatras. Algumas unidades têm pediatras em todo horário de funcionamento e outras referências semanais. Entretanto, não podemos confundir o pediatra de atenção primária com pediatra de pronto atendimento, são demandas diferentes.”

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Fonte: G1


12/04/2022 – Rota do Sol FM

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