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Motoristas fazem fila em posto de combustíveis de Curitiba, após Petrobras anunciar reajuste no preço da gasolina e do diesel


Motoristas de Curitiba fizeram fila em um posto de combustíveis nesta quinta-feira (10), após a Petrobras anunciar reajuste no preço da gasolina e do diesel e também do gás de cozinha.

O preço médio de venda da gasolina, nas refinarias, passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%.

Para o o gás de cozinha, o preço médio de venda da Petrobras foi reajustado em 16,1% e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13 kg.

Para os consumidores, o aumento é maior uma vez que há interferência de impostos e das margens de lucro de distribuidores e revendedores.

Filas em postos de gasolina de Curitiba. — Foto: Emanuel Pierin

Filas em postos de gasolina de Curitiba. — Foto: Emanuel Pierin

Em nota enviada para a impressa, o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniências do Estado do Paraná (Paranapetro) mencionou o impacto no bolso da população.

“Este é um aumento que terá grande impacto para consumidores, o mercado e a economia em geral. Desde o final de semana algumas distribuidoras já começaram a aumentar os preços de venda para os postos, antes de qualquer anúncio oficial de elevação na Petrobras, alegando uma maior entrada de combustíveis importados no mercado.”

A última pesquisa da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) mostrou que o preço médio do litro da gasolina, em Curitiba, era de R$ 6,474.

Conforme a ANP, o valor foi extraído a partir de pesquisa em 42 postos de combustíveis 27/02/2022 a 05/03/2022.

Nesta quinta-feira, quem roda pela capital paranaense diariamente está se deparando com os reajustes. Há postos de combustíveis cobrando mais de R$ 7,05.

Filas em postos de gasolina de Curitiba. — Foto: Murilo Souza

Filas em postos de gasolina de Curitiba. — Foto: Murilo Souza

Filas em postos de gasolina de Curitiba. — Foto: Emanuel Pierin

Filas em postos de gasolina de Curitiba. — Foto: Emanuel Pierin

Segundo a Petrobras, os reajustes foram necessários para garantir o abastecimento nacional e também por causa do cenário mundial.

“Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”:: distribuidores, importadores e outros produtores, além da Petrobras” , justificou a estatal, acrescentando que decidiu não repassar de imediato a volatilidade decorrente da guerra na Ucrânia.

Ainda conforme a Petrobras, esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.

“Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade”, acrescentou a Petrobras.

As ações da Petrobras subiram mais de 4% após o anúncio.

Mudanças na política de preços

O mercado segue de olho em medidas do governo para conter a alta dos preços dos combustíveis para os consumidores. Sem consenso para a análise, o Senado adiou na quarta-feira (9), pela terceira vez, a votação de dois projetos com o objetivo de conter a alta de preços dos combustíveis.

Desde 2016, a Petrobras passou a adotar para suas refinarias uma política de preços que se orienta pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e pelo câmbio. O presidente Jair Bolsonaro, mirando a campanha à reeleição, tem indicado, porém, que não deve deixar a estatal brasileira repassar integralmente a alta do petróleo no mercado internacional aos preços do mercado interno.

O petróleo Brent, principal referência internacional, já acumula alta de mais de 45% no ano, e chegou a alcançar US$ 139 na segunda-feira (7).

Levantamento divulgado no começo de março pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) mostrou que os valores médios de diesel e gasolina da Petrobras nas refinarias tinham atingido 25% de defasagem ante a paridade de importação, um nível não visto há cerca de 10 anos.

Assista a vídeos do g1 Paraná



Fonte: G1


10/03/2022 – Rota do Sol FM

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