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No Paraná fruticultura ultrapassa gerações: 'Está no nosso DNA'


Em uma propriedade centenária no interior de Araucária uma tradição de família resiste ao tempo: a produção de ameixas.

“A fruticultura começou com o meu pai, eu acho que eu era recém-nascido, em 1970. Tivemos muita dificuldade no começo, pois não se tinham tantas informações. Então se faziam as pesquisas, colocava-se em prática aqui e tinha planta que produzia, planta que não se acostumava na nossa região”, conta o fruticultor Waldomiro Gayer Neto.

No começo, a família Gayer produzia maçãs, pêssegos e ameixas. Os pêssegos continuam sendo produzidos em um hectare, mas são as ameixas que dominam os pomares da propriedade. São 29 hectares de três variedades de ameixa.

Gayer Neto mantém viva a tradição do cultivo da ameixa na família — Foto: Reprodução/RPC

Gayer Neto mantém viva a tradição do cultivo da ameixa na família — Foto: Reprodução/RPC

“A ameixa é nosso carro-chefe. Vamos dizer assim que o que nós sabemos fazer é produzir ameixas. Está no nosso DNA.”, diz Gayer Neto.

De acordo com o produtor, o frio intenso e prolongado atrasou um pouco a colheita, que ainda chegou a tempo das festas de fim de ano. Nessa safra, que vai até a metade janeiro, a expectativa é colher 500 toneladas, quantidade bem parecida com a produção passada.

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Aumento do custo de produção

Ameixa e pêssegos são consideradas frutas de caroço. — Foto: Divulgação

Ameixa e pêssegos são consideradas frutas de caroço. — Foto: Divulgação

De acordo com o produtor, os custos de produção das frutas de caroço, como os pêssegos e as ameixa, subiram. O fruticultor conta que os fertilizantes aumentaram 300% e as embalagens 80%. Entram na conta também o combustível e a energia elétrica e outras despesas.

“O nosso preço já está estabilizado há três anos. Praticamente toda a cadeia do hortifruti está mais equilibrada. Diferente de uma commodity, como a soja que vai para exportação. O nosso não vai para exportação. A gente compra a embalagem baseado no dólar, mas vende em real”, explica.

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ameixa — Foto: Reprodução/Globo Rural

ameixa — Foto: Reprodução/Globo Rural

Segundo Waldomiro Gayer Neto, para garantir qualidade, a produção envolve cada vez mais pesquisa e tecnologia.

Os pomares têm sistema de irrigação e são totalmente cobertos pra proteger as frutas do granizo. Dos pomares, as ameixas vão para um espaço onde é feita a seleção – um sistema automatizado lava, seca, e separa as frutas por peso antes de serem embaladas. O produtor explica que a fruticultura demanda um grande número de mão de obra. Como isso têm sido cada vez mais difícil, com uma máquina eletrônica a classificação da fruta é facilitada e padronizada.

Depois de embaladas, as ameixas são guardadas em câmaras frias até serem carregadas nos caminhões, que também são refrigerados.

Além da região de Curitiba, as frutas vão pra São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. E quem compra pode saber de todos os detalhes da produção. Basta apontar a câmera do celular para o QR Code da embalagem e rastrear todo o caminho das ameixas.

“Você vai saber da origem da fruta, dos tratamentos feitos, produtos usados, da quadra em que foi colhida, da data de colheita e embalagem. Tem toda a informação que serve tanto para os consumidores quanto para nós produtores termos uma avaliação da fruta. Ontem tinha uma pessoa comendo a fruta em Campinas e mandando a informação pra gente se estava boa. É importante”, conta Gayer Neto.

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Fonte: G1


26/12/2021 – Rota do Sol FM

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