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Oito espetáculos inspirados em clássicos para assistir no Festival de Curitiba


Ao comemorar 30 anos de história, o Festival de Curitiba tem na programação espetáculos com textos de Nelson Rodrigues, Clarice Lispector, Shakespeare, entre outros.

Principal dramaturgo nacional, Nelson Rodrigues é um dos autores mais recorrentes do festival. Sua “estreia” aconteceu em 1996, com o espetáculo “Doroteia – Uma Farsa Irresponsável”.

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Curiosamente, a última vez que Nelson constou nos créditos do Festival de Curitiba foi em 2019 através da companhia Fodidos Privilegiados, de São Paulo, a mesma que trará o texto do gênio do teatro para esta edição.

Outro expoente da literatura nacional, a escritora brasileira Clarice Lispector estará duplamente representada nesta edição, com as peças “Abjeto-Sujeito” e a “Hora da Estrela”.

João Cabral de Melo Neto é a base de “Estudo nº 1: Morte e Vida”. E ainda temos o anti-herói marginal Macunaíma, criado por Mario de Andrade, de certa forma presente em “Till, a Saga de um Herói Torto”. Embora a peça tenha roteiro original, o personagem principal Till é inspirado em Macunaíma, carregando diversos traços semelhantes.

Shakespeare aparece em PPP@wllmshkpr.br, e uma peça que reúne o que há de melhor na obra do dramaturgo. E, por fim, a lista tem os escritores Michael Ende, cujo texto é a base de “Momo e o Senhor do Tempo”, e Thomas Bernhard, considerado um dos nomes mais importantes da literatura de língua alemã do século XX. Ele é autor da obra “O Náufrago”, transposta para o palco pela companhia LNW Produções.

Conheça 8 espetáculos inspirados em clássicos:

Espetáculo 'O Casamento' será encenado no Teatro da Reitoria — Foto: Divulgação/Mancuzo Entretenimento

Espetáculo ‘O Casamento’ será encenado no Teatro da Reitoria — Foto: Divulgação/Mancuzo Entretenimento

“O Casamento” é uma adaptação de João Fonseca, do romance homônimo da década de 1960, de Nelson Rodrigues. Ele conta a história de Dr. Sabino (João Fonseca), um rico empresário que descobre na véspera do casamento da filha adorada, Glorinha (Guta Stresser), que seu futuro genro é homossexual.

Esse foi o primeiro espetáculo da Companhia co-dirigido por João Fonseca e Antônio Abujamra em 1997 e será apresentado pela companhia Os Fodidos Privilegiados nos dias 9 de abril, às 21, e 10 de abril, às 19h, no Teatro da Reitoria. A classificação é de 16 anos e a duração de 100 minutos.

Em “Abjeto-Sujeito”, a atriz e diretora Denise Stoklos promove o encontro do teatro essencial com a obra de Clarice Lispector. O resultado é uma investigação radical a respeito de como o corpo, a voz e a emoção da intérprete expressam uma palavra literária empenhada em dizer o que a todo momento beira o indizível. As canções de Elis Regina pontuam de tempos em tempos o percurso que vai da negação à constituição do sujeito.

Apresentações nos dias 8 e 9 de abril, às 21h, no Sesc da Esquina. Classificação: 14 anos. Duração: 99’.

Musical estrelado por Laila Garin, Claudia Ventura e Claudio Gabriel, “A Hora da Estrela” ou O Canto de Macabéa é uma adaptação do clássico de Clarice Lispector. Em cena, três músicos ao vivo. Direção de André Paes Leme, direção musical de Marcelo Caldi e músicas originais de Chico César. Macabéa é uma imigrante nordestina cuja vida é marcada pela ausência de afeto e poesia. A história é contada por uma atriz, que resolve narrar sua vida em um exercício de disparidade.

Apresentações no dia 9 de abril, às 21h, e 10 de abril, às 19h. Classificação: 12 anos. Duração: 100’.

Clarice Linspector: obra da escritora adaptada aos palcos — Foto: Divulgação/Daniel Barbosa

Clarice Linspector: obra da escritora adaptada aos palcos — Foto: Divulgação/Daniel Barbosa

A peça “PPP@wllmshkpr.br” promete reunir um pouco de tudo o que há nas obras daquele que é considerado o maior o maior dramaturgo de todos os tempos. Foi com este espetáculo que o grupo Parlapatões construiu sua reputação em todo o Brasil.

Trata-se de uma sátira bem estruturada sobre a obra completa de William Shakespeare compilada em 99 minutos e encenada por apenas três atores que se dividem em 12 personagens cada. Na encenação, mesmo com o predomínio da popularíssima Romeu e Julieta e com grande parte de Hamlet, estão agrupados de formas diversas e sob diferentes abordagens, todos os trabalhos para o palco escritos por William Shakespeare.

Apresentações nos dias 31 de março e 1° de abril, às 21h. No Sesc da Esquina. Classificação: 14 anos. Duração: 99’.

“Estudo nº 1: Morte e Vida”

“Estudo n°1: Morte e Vida” é um caldeirão com música, punk rock e a poesia de João Cabral de Melo Neto. A partir do poema dramático Morte e Vida Severina, o Grupo Magiluth propõe um estudo cênico sobre a trajetória de imigrantes que deixam o sertão nordestino e seguem o caminho do rio, em busca de melhores condições de vida e trabalho.

O olhar híbrido e inquieto do coletivo pernambucano se volta, neste espetáculo, para os movimentos migratórios gerados por adversidades climáticas, políticas e sociais, buscando observá-los tanto em suas analogias quanto na heterogeneidade de seu conjunto.

A peça terá encenação nos dias 3 e 4 de abril, às 21h, no Teatro Zé Maria. A classificação é livre. Duração: 70 minutos.

“Till, a Saga de um Herói Torto”

A peça não é propriamente inspirada em algum livro. Mas o personagem Till, sim. Ele possui diversos traços de Macunaíma, clássico de Mario de Andrade. “Till” é uma saga cheia de presepadas e velhacarias que começa com uma aposta.

O Demônio diz a Deus que se fosse tirado do homem algumas qualidades o ser humano cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início o protagonista é abandonado em meio ao frio e à fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador.

O espetáculo será apresentado nos dias 4 e 5 de abril, no Teatro da Reitoria, às 21h. Classificação: livre. Duração: 90 minutos.

Personagem inspirado em Macunaíma — Foto: Divulgação/Guto Muniz

Personagem inspirado em Macunaíma — Foto: Divulgação/Guto Muniz

“Momo e o Senhor do Tempo”

Baseado na obra de Michael Ende, considerado um autor clássico da literatura jovem, a peça retrata Momo, uma menina órfã que aparece misteriosamente em uma cidade e vai morar nas ruínas de um antigo teatro abandonado. Ela brinca, ouve as pessoas, faz com que elas aprendam a escutar e a valorizar as relações.

Até que Homens Cinzas aparecem e começam a comprar o tempo das pessoas. Momo e seus amigos vão enfrentar os Homens Cinzas para recuperar seu “tempo perdido” com a ajuda do Senhor Do Tempo e de Cassiopeia, uma tartaruga que não tem pressa nenhuma. Nessa aventura Momo, com sua percepção e coragem, salva a cidade e devolve o tempo das pessoas.

O espetáculo será apresentado dentro da Mostra Guritiba, nos dias 2 e 3 de abril, no Teatro Bom Jesus, às 16h. A classificação é livre e a duração de 70 minutos.

Em uma prosa convulsiva e exasperada, a história de três exímios estudantes de piano, um dos quais teve sua vida aniquilada a partir do momento em que ouviu Glenn Gould, um dos outros três, tocar as Variações Goldberg, de Bach. Apresentações nos dias 6 e 7 de abril, às 21h, no Teatro da Reitoria. Classificação: 14 anos. Duração: 80’.

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Fonte: G1


23/03/2022 – Rota do Sol FM

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