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Paraná é o terceiro maior produtor de morango do Brasil, e iniciativas locais tentam reduzir custo de produção


O Paraná é o terceiro maior produtor de morangos no Brasil, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ainda segundo a empresa, o Brasil é o maior produtor de morangos da América do Sul. A produção de morango em larga escala se concentra em seis estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

No Paraná são produzidas 30 mil toneladas de morangos por ano. — Foto: Reprodução/RPC

No Paraná são produzidas 30 mil toneladas de morangos por ano. — Foto: Reprodução/RPC

No Paraná são produzidas 30 mil toneladas de morangos por ano em mil hectares cultivados. O norte pioneiro e também a região metropolitana de Curitiba se destacam e concentram a maior parte dos 3.500 produtores do estado.

O preço de produção do morango é alto principalmente por conta do preço das mudas: em mil mudas o produtor paga cerca de 1800 reais.

A explicação para o valor elevado está na origem: elas são importadas. A maior parte vem dos Estados Unidos, Espanha e Itália.

 De acordo com pesquisador, programas de melhoramento das mudas no Brasil estão estagnados há pelo menos 30 anos.  — Foto: Divulgação

De acordo com pesquisador, programas de melhoramento das mudas no Brasil estão estagnados há pelo menos 30 anos. — Foto: Divulgação

Segundo Juliano Tadeu de Rezende, professor e pesquisador da Universidade Estadual de Londrina, isso ocorre porque os programas de melhoramento das mudas no Brasil estão estagnados há pelo menos 30 anos.

“Houve uma parada de investimentos na pesquisa para cultura do morango e o Brasil passou a depender de genótipos, de materiais de cultivares importadas”, explica o pesquisador.

O professor faz parte de um grupo de pesquisadores brasileiros que, há dez anos, tenta mudar essa realidade. O grupo deu início a um programa de melhoramento genético chamado Rede Morangos do Brasil que trabalha toda a cadeia produtiva da fruta.

A ideia é que a muda criada pelo grupo seja nacional, mais adaptada, mais produtiva e principalmente mais barata.

“A expectativa é que daqui a dois ou três anos consigamos já disponibilizar aos agricultores do Brasil cultivares produtivas, estáveis e com custo 50 a 70% menor do que a muda importada”, conta Juliano Tadeu de Rezende.

Para produtores, estufas são fundamentais para o cultivo do morango. — Foto: TV TEM/Reprodução

Para produtores, estufas são fundamentais para o cultivo do morango. — Foto: TV TEM/Reprodução

Para o produtor Ailton Carneiro, que cultiva morangos desde a década de 1980, as expectativas são positivas, mas exigem paciência.

“Tem que testar a muda, testar devagar para ver se ela vai ser auto produtiva igual a importada”, comenta.

Carneiro conta que conhece diversos outros pequenos produtores que já desistiram do cultivo morango ao longo dos anos. Não apenas pelo custo da muda, mas também porque o manejo de forma geral ficou mais caro.

De acordo com especialistas, os produtores estão substituindo o cultivo diretamente na terra pelos slabs, sacos plásticos que ficam a um metro de altura do chão onde estão os substratos. Plantar fora de estufa também não é mais indicado.

O morango hoje no Paraná chega a mil hectares. — Foto: Freepik

O morango hoje no Paraná chega a mil hectares. — Foto: Freepik

“Custo de estufa está muito caro hoje. […] Mas não se pode abrir mão da estufa, porque a nossa chuva não é mais regular. Você está colhendo morango no tempo, céu aberto, e a produção está bonita, mas aí se você pega uma semana de chuva, perde toda a produção, todo o investimento”, detalha Ailton.

Para o engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural do estado, Paulo Andrade, cultivar morango está se tornando uma boa opção de renda para o pequeno produtor.

“O morango é uma cultura que tem característica de numa pequena área você ter uma grande produção e produtividade e consequentemente renda. O morango hoje no Paraná chega a mil hectares. No que diz respeito à renda, o morango acaba se tornando a terceira fruta em importância no Paraná. Um exemplo que eu posso dar é em relação à tangerina do Vale do Ribeira. Ela possui em torno de nove mil hectares e a renda gerada por esse produto é a mesma de mil hectares de morango. O que mostra a densidade econômica dessa atividade”, explica.

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Fonte: G1


26/12/2021 – Rota do Sol FM

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