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Paraná tem mais de 100 mil pessoas em risco de despejo, diz levantamento | Paraná


Um levantamento da Defensoria Pública do Paraná aponta que mais de 100 mil paranaenses correm o risco de serem despejados de onde moram.

Isso pode acontecer com o fim do prazo da liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que prorrogou até 30 de junho a suspensão de despejos e desocupações de imóveis urbanos e rurais, onde vivem famílias vulneráveis.

Segundo a Defensoria Pública, a quantidade de reintegrações de imóveis com ordens prontas para serem cumpridas no estado cresceu 12% entre março de 2020 e maio deste ano, passando de 164 para 183.

  • Maioria do STF vota por estender suspensão de despejos e desocupações de imóveis até junho

Considerando somente áreas urbanas paranaenses, conforme o último balanço, referente ao mês de maio, são 72 ações com decisão para que a posse dos terrenos seja devolvida aos donos, de acordo com a Defensoria Pública estadual.

Apesar do emprego fixo, o serralheiro Juliano da Luz e a esposa não conseguiram mais bancar os custos de habitação da família e foram morar em uma área recém ocupada na periferia de Curitiba.

Ele conta que a mudança de moradia foi a única opção viável para conseguir continuar a sustentar a família.

“É difícil porque o salário já não sustenta a gente”, disse.

Os moradores alvo das ordens de desocupação comentam que a alta da inflação e a queda na renda encurralaram os mais pobres entre o pagamento de aluguéis e a compra de itens básicos, principalmente comida.

“A gente não está aguentando mais pagar aluguel, e sabe como é para comprar um feijão, arroz, a comida, né”, comentou outra moradora de ocupação.

Luiz saiu da Venezuela como médico, viveu no Peru e veio para o Brasil em março. Sem diploma válido no país e nem emprego fixo, não teve como continuar no lugar alugado em que morava, em um bairro da capital.

“Se pagar o aluguel, não vive mais. Não dava para pagar”, comentou.

Uma lei de outubro de 2021 previa que a suspensão de despejos e desocupações de imóveis urbanos e rurais, onde vivem famílias vulneráveis iria ocorrer até dezembro daquele ano, e que valeria apenas para áreas urbanas.

Em dezembro, Barroso tinha estendido este prazo para 31 de março deste ano. Com a decisão do Supremo, a suspensão das desocupações de áreas vale até junho e também contempla quem ocupa propriedades rurais.

A decisão do STF atendeu parcialmente a pedido do PSOL, do PT e de entidades da sociedade civil.

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Fonte: G1


20/06/2022 – Rota do Sol FM

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