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Paraná tem mais de 800 pessoas na fila de transplante de córnea, diz Banco de Olhos


A fila para transplante de córnea no Paraná contava, até 3 de março, com mais de 800 pacientes, segundo o Banco de Olhos Regional de Londrina (BOL), na região norte.

O banco do Hospital Universitário (HU) é o único público do Paraná e teve queda de doações durante a pandemia. Por isso, o número de pessoas aguardando o procedimento tornou-se expressivo, conforme a unidade.

“Em 2019, tivemos momentos de fila zero, agora estamos retornando com as doações, mas ainda precisamos manter uma luta diária de conscientização da população sobre a doação”, explicou a médica responsável pelo banco, Ana Paula Oguido.

A captação de globo ocular e córnea chegou ao total de 307 em 2019. Por causa da pandemia, a quantidade foi reduzida drasticamente, chegando a 76 em 2020, uma queda de 75,2%.

Já em 2021, o número de doações chegou a 168, um aumento de aumento de 121% em comparação com o ano anterior. Neste ano, a equipe espera que as captações aumentem.

Doações no Banco de Olhos Regional de Londrina — Foto: BOL HU

Doações no Banco de Olhos Regional de Londrina — Foto: BOL HU

Como funcionam as doações?

Segundo o Banco de Olhos, as doações de córnea são possíveis após o óbito do doador. Para isso, existem algumas especificações prévias.

A captação só podem ser realizadas com a autorização da família e a presença de outras duas testemunhas.

Em caso de autorização, o doador deve ter tido morte por parada cardíaca ou morte encefálica. Na sequência, a retirada da córnea deve ocorrer em tempo igual ou inferior a seis horas.

Em seguida, conforme a unidade, a córnea é enviada ao Banco de Olhos e mantida em meio de preservação por 14 dias.

As cirurgias podem ser realizadas em hospitais credenciados pelo Ministério da Saúde, portanto, as córneas podem ser transplantadas em todo território nacional, o que é recorrente na unidade.

Desde a criação, Banco de Olhos Regional de Londrina recebeu 2 mil doações — Foto: BOL/HU/Divulgação

Desde a criação, Banco de Olhos Regional de Londrina recebeu 2 mil doações — Foto: BOL/HU/Divulgação

O controle da segurança, qualificação e avaliação do tecido doado é de responsabilidade do Banco de Olhos.

Após aprovação, a córnea é disponibilizada à Central Estadual de Transplante, responsável pela distribuição da córnea.

Conforme o BOL, o processo de doação é controlado pelo Ministério da Saúde por meio do Sistema Nacional de Transplante, que mantém um dos maiores sistemas de transplantes de órgãos, tecidos e células do mundo, em que 95% dos transplantes são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde a criação do banco em 2011 até 2022, a unidade chegou a marca de duas mil doações, o que corresponde ao total de quatro mil córneas.

Nesse período, a área de abrangência do BOL cresceu significativamente. Atualmente, a unidade compreende a Macrorregião Norte e cinco Regionais de Saúde, de Apucarana, Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho e Ivaiporã.

Segundo a médica responsável, o objetivo principal da unidade no momento é alcançar o marco de fila zero.

Além disso, o próximo projeto da equipe é fornecer córneas preparadas para transplantes de células endoteliais, uma técnica ainda recente no Brasil.

O BOL faz parte do Sistema de Transplantes (SET) da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) e tem chancela do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.

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Fonte: G1


16/03/2022 – Rota do Sol FM

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