NOTÍCIAS


Passagem de ônibus em Curitiba: entenda como é calculada a tarifa técnica do transporte público


A definição do valor pago pelos usuários do transporte público de Curitiba ao embarcar nos ônibus leva em consideração diversos fatores. A chamada tarifa técnica é um dos principais itens considerados para esta definição.

Nesta segunda-feira (28), a Prefeitura de Curitiba anunciou reajuste de 22% no valor da passagem, que passou de R$ 4,50 para R$5,50.

O g1 Paraná explica, com base em informações da Urbanização de Curitiba(Urbs), qual a diferença entre os valores e como é calculada a tarifa técnica. Entenda, abaixo.

Tarifa técnica x preço da passagem

A tarifa técnica e a tarifa social (preço pago pelos passageiros) são coisas diferentes e possuem valores diversos.

No caso da tarifa técnica, o resultado representa o custo médio real para manter o sistema de transporte, dividido pelo número de passageiros pagantes.

Como leva em conta os gastos, sem considerar os subsídios do poder público, o preço da tarifa técnica é maior do que o preço da passagem na prática. Cabe ao município analisar este resultado e definir um valor mais próximo do considerado justo a ser aplicado aos usuários.

A tarifa social, que é o preço da passagem nas catracas, toma como base o valor da tarifa técnica (citada acima), mas considerando também os subsídios recebidos pela cidade para ajudar no custeio do serviço por um preço aplicável. É a prefeitura quem define e anuncia este valor final.

  • Alep anuncia repasse de R$ 20 milhões ao governo do Paraná para ajudar a bancar transporte público da Grande Curitiba

Até agosto de 2021, segundo dados da Urbs, a tarifa técnica do transporte em Curitiba estava estimada em R$ 8,11, enquanto o preço da passagem aos usuários, desde fevereiro de 2019, era de R$ 4,50.

Cartão-transporte é usado no transporte coletivo de Curitiba — Foto: Daniel Castellano/SMCS

Cartão-transporte é usado no transporte coletivo de Curitiba — Foto: Daniel Castellano/SMCS

Como se calcula a tarifa técnica

De acordo com a Urbs, os contratos de concessão do serviço de transporte público da capital estabelecem que anualmente seja feita uma atualização da tarifa técnica.

Para isso, são considerados: o IPK (que divide a média de passageiros pagantes pela estimativa média de quilômetros rodados) e os índices de custos por quilômetro (preço do óleo diesel, correção do preço dos pneus, preço dos veículos).

  • IPK = passageiros pagantes equivalentes / quilometragem média por mês

Para o resultado da tarifa técnica, divide-se o custo médio do quilômetro pelo valor do IPK, conforme consta abaixo:

  • TARIFA TÉCNICA = custo médio do quilômetro / IPK (média de passageiros pagantes dividida pela estimativa de quilometragem a ser rodada)

Ainda conforme a Urbs, os contratos também estabelecem um limite de risco, em que a tarifa técnica pode ser revista caso os custos variem acima de 5% antes da data prevista nos contratos para que haja a revisão.

Para o resultado dos custos do quilômetro, são analisados: impostos e taxas, custo dos combustíveis e lubrificantes, peças e acessórios, custo de pagamento de pessoal e benefícios, encargos sociais e contribuição previdenciária, custos de administração (valor direcionado à Urbs para manter a administração do serviço), amortização, rentabilidade justa, rodagem e possíveis investimento em veículos não realizados (que tem peso de -1,41%).

Veja, abaixo, o peso de cada item calculado nos custos:

Participação dos custos na tarifa técnica (%)

Transporte público de Curitiba

Fonte: Urbanização de Curitiba (Urbs)

Custo do quilômetro e tipos de veículos

O custo por quilômetro é calculado para cada lote do sistema, que ponderados, resultam em um custo médio geral. O cálculo considera o gasto dos diferentes tipos de ônibus em cada linha, com as respectivas quilometragens programadas.

Segundo as informações da Urbs, o serviço do transporte na cidade considera categorias de serviços (expresso direto e parador, linha direta, interbairros, alimentadores e convencionais) que são dimensionadas por tipos de veículos: micro, micro especial, comum, padron, semi padron, híbrido/elétrico, articulado e biarticulado.

Valor pago pelos usuários do transporte público de Curitiba considera cálculos da tarifa técnica — Foto: Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba

Valor pago pelos usuários do transporte público de Curitiba considera cálculos da tarifa técnica — Foto: Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara Municipal de Curitiba

O cálculo explicado pela Urbs vale para a tarifa técnica do transporte na capital, com o serviço integrado na cidade.

Nos municípios da Região Metropolitana de Curitiba, a decisão do cálculo das tarifas é diferente.

Segundo a Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), por exemplo, no cálculo da tarifa técnica da região metropolitana, não há os 4,55% previstos pela Urbs para custo de administração.

  • Alep anuncia repasse de R$ 20 milhões ao governo do Paraná para ajudar a bancar transporte público da RMC

Os subsídios repassados pelo poder público (Governo do Paraná) a Curitiba garantem que os passageiros de cidades da Região Metropolitana possam fazer a integração e entrar no sistema de transporte da capital.

O transporte coletivo integrado da capital e região não se paga com o valor da tarifa, que estava fixada em R$ 4,50 desde 2019. A diferença para manter o sistema funcionando, que ficou sem aumento do preço cobrado dos usuários, foi bancada pelo poder público.

Para este ano, não há previsão por parte do Governo do Paraná de pagamento do chamado subsídio do transporte coletivo. A destinação de verbas não previstas no orçamento para áreas como o transporte depende dos resultados da arrecadação.

Em 2021, o orçamento do Executivo estadual também não previa o subsídio. Mesmo assim, o governo do estado destinou R$ 215 milhões à Prefeitura de Curitiba e à Comec, o que ajudou a manter a tarifa a antes do aumento anunciado nesta sexta-feira.

Assista aos vídeos mais acessados do g1 PR



Fonte: G1


28/02/2022 – Rota do Sol FM

SEGUE A @ROTADOSOLFM

(45) 3287-1475

rotadosolfm@hotmail.com
Boa Vista da Aparecida – PR
Rua Celmo Miranda, 802 – Alto da Colina

NO AR:
NATIVO E SERTANEJO