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PM abre inquérito contra 32 policiais por declarações feitas após tentativa de mega-assalto em Guarapuava | Paraná


A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar declarações de pelo menos 32 policiais do 16º do Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Guarapuava, na região central do estado.

A reportagem aguarda retorno do comando-geral da PM sobre a abertura do inquérito. A Associação dos Praças Unidos avaliou com exagerado a abertura do procedimento. Leia mais abaixo.

O g1 teve acesso com exclusividade ao documento de intimação do inquérito, instaurado a partir de denúncia do 4º Comando Regional de Polícia Militar (CRPM).

Um ofício enviado ao comando do 16º BPM pede que o batalhão comunique aos policiais a abertura do procedimento interno. A unidade responde hierarquicamente ao 4º CRPM.

De acordo com o documento, despachado eletronicamente em 29 de junho, o grupo de policiais é investigado por comentários realizados após a tentativa de mega-assalto realizada a uma empresa de valores de Guarapuava por um grupo criminoso, em abril deste ano.

“[…] os quais noticiam comentários realizados por policiais militares de forma desrespeitosa a superiores hierárquicos e outras autoridades, ambas situações decorrentes do ataque criminoso realizado ao 16º BPM e a empresa de valores “PROTEGE”, que culminou na morte do 3º Sgt. Ricieri Chagas”, diz trecho do documentação de citação.

O documento não detalha quais declarações foram feitas pelos policiais, mas diz que foram registradas em um grupo de WhatsApp. Na época da tentativa de assalto, o batalhão da polícia foi atacado, resultando na morte do cabo Ricieri Chagas (relembre no vídeo abaixo).

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O inquérito apura crimes previstos nos artigos 160, 298, 299 e 300 do Código Penal Militar, relacionados principalmente à prática de desrespeito a superior e desacato.

Em resposta ao ofício, a qual o g1 também teve acesso, o comando do 16º BPM confirma estar ciente do indiciamento. O ofício de confirmação foi assinado eletronicamente em 4 de julho.

A Associação dos Praças Unidos do Paraná avaliou como exagerada a abertura de inquérito contra os policiais por declarações que consideram ter sido feitas em momento de “extrema dor”.

Segundo o Cabo Carlos Souza, um dos fundadores da associação, a entidade está a par da situação e oferecendo assessoria jurídica para os policiais intimados.

“Já estamos dando apoio na esfera jurídica e apoio também na esfera política. Tem que levar em consideração o nervosismo, a emoção, tudo que o policial estava sentido na hora de perder um companheiro… são vários os fatores. Temos que olhar pra eles como heróis, e não como bandidos”.

A organização não detalhou quais declarações motivaram o inquérito. Na avaliação do cabo, uma reunião com os envolvidos também poderia ter contornado a situação.

“Talvez uma reunião para futuras questões que acontecessem igual a essa, eles já não teriam essa atitude. Seria o mais ideal […] Desde o assalto, os praças de Guarapuava estão muito abalados”.

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Fonte: G1


06/07/2022 – Rota do Sol FM

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