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PM é condenado a mais de 22 anos de prisão pela morte da ex-esposa


O policial militar Diogo Costa, ex-marido de Andriely Gonçalves da Silva, foi condenado a 22 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime fechado pela morte da jovem, em 2018. O veredito do júri popular foi emitido na tarde desta quarta-feira (12), em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Costa está preso há 4 anos, acusado de matar, por asfixia, a ex-esposa, que tinha 22 anos e era estudante de direito. O MP-PR afirmou que o crime aconteceu dentro do carro dele e que um saco plástico foi usado para cometer o assassinato.

O Conselho de Sentença definiu que Costa seja condenado por homicídio, com qualificadoras de asfixia e violência doméstica. Ele também foi condenado por ocultação de cadáver. Na sentença, ficou definido que ele deve perder o cargo de policial militar.

O júri começou às 9h de terça (12) e seguiu até o meio da tarde de quarta (13). A condenação foi expedida após o conselho assistir a depoimentos de pelo menos 16 testemunhas e, também, aos debates de defesa e acusação.

Antes de Andriely ser encontrada sem vida, buscas foram realizadas por ela por quase um mês. Ela desaparece em maio, após uma chamada de vídeo de dentro do quarto do apartamento onde morava, em Colombo. O corpo foi localizado em junho, na Serra da Graciosa, no litoral.

O g1 tenta contato com a família de Andriely e, também, com a defesa do condenado.

Andriely era estudante de direito — Foto: Arquivo/RPC

Andriely era estudante de direito — Foto: Arquivo/RPC

Andriely desapareceu após fazer uma chamada de vídeo com um amigo, de dentro do quarto do apartamento onde morava, em 9 de maio de 2018.

O amigo da jovem disse que, durante a conversa, ela se assustou, como se alguém tivesse entrado no local. Logo depois ela encerrou a ligação e desapareceu.

De acordo com o amigo, ele e a estudante conversavam todos os dias e, na última chamada antes do desaparecimento, Andriely comentou estar com medo, por sentir que alguém pudesse ter entrado no apartamento.

Estudante de direito desapareceu em 9 de maio de 2018

Estudante de direito desapareceu em 9 de maio de 2018

Minutos após a saída da jovem, o amigo afirma ter recebido mensagens que considerou estranhas. A família também recebeu supostas mensagens enviadas pela jovem, mas a investigação acredita que elas foram enviadas por Costa.

Segundo a polícia, a família recebeu mensagens do celular de Andriely, informando que iria para São Paulo. A mãe da jovem disse que tentou contato com ela, mas desconfiou que não era a filha quem estava enviando as mensagens.

Um vídeo, divulgado pela Polícia Civil, mostra o policial Diogo Costa entrando e saindo do prédio onde Andriely morava. Nas imagens, ele sai junto com a jovem.

O corpo foi encontrado em 8 de junho na Serra da Graciosa. Um exame de arcada dentária atestou que o corpo encontrado era o da estudante.

Corpo da estudante foi encontrado quase um mês após o desaparecimento — Foto: Arquivo/RPC

Corpo da estudante foi encontrado quase um mês após o desaparecimento — Foto: Arquivo/RPC

Uma perícia realizada pela Polícia Científica do Paraná (PCP-PR) apontou que houve sinais de que Andriely sofreu asfixia mecânica, mas não era considerada conclusiva porque o corpo foi encontrado cerca de um mês depois do desaparecimento da vítima.

A perícia também comparou amostras de terra do local onde o corpo foi encontrado com vestígios de lama coletados no carro do ex-marido. Pela cor e a composição química dos materiais, o laudo apontou que “o material tem 97% de similaridade”.

Corpo de Andriely foi velado e sepultado em Morretes — Foto: Jornal Agora litoral

Corpo de Andriely foi velado e sepultado em Morretes — Foto: Jornal Agora litoral

Os peritos analisaram marcas de pneu na grama onde o corpo foi abandonado e concluíram que elas são compatíveis com os pneus do carro de Diogo.

O laudo ainda dizia que foram encontrados vestígios de sangue no carro e nas roupas do ex-marido. A perícia, no entanto, não confirma se o sangue encontrado é de Andriely.

Andriely tinha 22 anos quando foi morta — Foto: Arquivo/RPC

Andriely tinha 22 anos quando foi morta — Foto: Arquivo/RPC

Na época, a defesa de Diogo afirmou que os laudos eram “inconclusivos” e que o material orgânico encontrado no carro do policial não era sangue. Também afirmou que marcas do carro dele foram encontradas próximo ao local onde o corpo da estudante foi localizado porque o homem tinha ido há poucos dias até a casa da sogra, em Morretes, pela Estrada da Graciosa.

Diogo foi interrogado em 25 de outubro de 2018 e negou que ter cometido o crime.

RPC tem acesso ao depoimento do ex-marido de Andriely

RPC tem acesso ao depoimento do ex-marido de Andriely

O policial militar contou que deu carona para Andriely até um terminal de ônibus em Colombo na noite do desaparecimento. Ele disse que a jovem falou que iria mais tarde até a casa de uma amiga.

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Fonte: G1


13/04/2022 – Rota do Sol FM

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